Economista do Bird quer fundo de US$ 2 tri para países pobres

Lin defende 'Plano Marshall' com 1% do PIB mundial para ajudar países em desenvolvimento a combaterem crise

Renato Martins, da Agência Estado,

09 de fevereiro de 2009 | 17h20

O economista-chefe do Banco Mundial (Bird), Justin Lin, disse nesta segunda-feira, 9, que a economia global poderá se recuperar em 2010, se os países desenvolvidos puderem coordenar ações para estimular suas próprias economias e contribuírem com um fundo de US$ 2 trilhões para ajudar os países de renda mais baixa. Para Lin, um "Plano Marshall" para ajudar os países em desenvolvimento a combaterem a crise exigiria o equivalente a 1% do PIB mundial. Veja também:Pacote francês reforça protecionismo e provoca reações na EuropaOMC faz reunião sobre protecionismoOnda nacionalista ameaça trabalhador estrangeiro na EuropaDe olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise No mês passado, o presidente do banco Mundial, Robert Zoellick, havia proposto a criação de um fundo para os países em desenvolvimento com o equivalente a 0,7% dos planos de estímulo dos países desenvolvidos. Lin disse que não só os países de alta renda, como também aqueles ricos em reservas internacionais, como a China, e os produtores de petróleo também deveriam contribuir. Em discurso durante conferência no Instituto Peterson para Economia Internacional, o economista-chefe do Bird disse que "os países de renda alta deveriam realocar uma parte de seus recursos para os países de baixa renda, para ajudá-los a implementar os tipos de projeto que eliminem gargalos que atrapalham o crescimento. E, a partir dessas contribuições, poderemos resolver o problema de pouco espaço para políticas de estímulo fiscal dos países de renda baixa e, ao mesmo tempo, teremos condições para que os projetos se paguem a si mesmos no futuro". As informações são da Dow Jones.

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