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Economista do HSBC Asset elogia atuação do BC

A economista Zeina Latif, do banco HSBC Asset Management, não poupou elogios ao Banco Central, que voltou a comprar dólares no mercado, ontem, para recompor as reservas do País. "A atuação do Banco Central tem sido brilhante. O banco conseguiu fazer uma compra de dólares de R$ 2,4 bilhões em dezembro, de uma forma que o mercado não percebeu. A taxa de câmbio se mantém bem comportada. Acho que a atuação dele (BC) foi excepcional", disse a economista ao programa Conta Corrente, da "Globo News".Zeina prevê nova alta de juros para 2005. "Se nós levarmos em consideração a sinalização do Banco Central na ata do Copom e no próprio relatório de inflação, nós ficamos com a sensação de uma nova alta dos juros", disse. "Agora, efetivamente, o jogo ainda está sendo jogado. Se tivermos um recuo adicional das expectativas inflacionárias, se os sinais da atividade econômica derem uma perspectiva de menor risco para a inflação no ano que vem, é possível que o Banco Central surpreenda e faça uma parada técnica."De acordo com a economista, é provável que o Banco Central mantenha a taxa Selic em janeiro e aguarde o efeito da política monetária sobre a economia ao longo do primeiro semestre de 2005. "Após analisar a inflação no intervalo de 12 meses, o BC poderia pensar numa retomada de corte de juros em maio, junho ou julho. Vai depender um pouco da situação da inflação até lá."Para Zeina Latif, os juros reais na casa de 11,2% a 11,5% são suficientes para conter os índices de inflação e manter a meta no ano que vem. No entanto, ela observa que "é muito difícil para o Banco Central avaliar, com as informações atuais, se é de fato suficiente ou não". "Acho que o BC adota um política mais cautelosa para não correr o risco de não cumprir a meta no ano que vem", disse.A economista do HSBC ressaltou ainda que o grosso da inflação neste ano foi causado pelo aumento de preços da commodities. "Se nós compararmos um país que tem uma inflação mais bem comportada, esse repasse, essa contaminação do choque externo é menor. No Brasil esta contaminação é maior", afirmou. "Ainda não temos uma maturidade plena no que se refere ao controle da inflação. Então, talvez tudo isso justifique a cautela do Banco Central." A economista considera que o atual nível do risco país, de 380 pontos, é adequado no momento. "Se tivermos uma melhora de rating, que eu acho que é bastante provável que aconteça no próximo ano, poderemos imaginar o risco país testando os 350 pontos. Neste momento, os 380 refletem a melhora dos fundamentos da economia e aparentemente também um otimismo bastante grande no mercado internacional."O potencial de crescimento da economia brasileira no médio prazo, considerando um horizonte de três a quatro anos, está em torno de 3,5% ao ano, afirma Zeina. Mas ela acredita que esse valor dependerá do avanço das reformas no Brasil e também do ambiente internacional. "Se é verdade que estamos no início do ciclo de recuperação da economia mundial, acho que há boas chances de superarmos estes 3,5% de crescimento."

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