Economista não crê em queda da Selic no próximo Copom

O economista Marcelo Serfaty, diretor da Fidúcia Asset Management, considera pouco provável que o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decida por um corte na taxa básica de juros (a Selic), em sua próxima reunião. "O Banco Central tem sido muito firme em dizer que vai se focar no centro da meta inflacionária. Seja essa a estratégia permanente ou transitória, o fato é que, por enquanto, o real (a realidade) é que permanece. Isso diminui as chances de se ter um corte (na taxa de juros) agora em março", explicou Serfaty em entrevista ao programa Conta Corrente, da Globo News. Em sua avaliação, crescimento econômico é tarefa da autoridade monetária. Para Serfaty, o Banco Central tem como principal missão a defesa da moeda e, conseqüentemente, sua maior preocupação é com a inflação. "A questão do crescimento é a combinação de uma boa política monetária com a capacidade de gerar, por exemplo, um baixo grau de incerteza na economia, que é um dos dados que atraem investimentos, com uma política fiscal que dê solidez e que permita, claramente, uma eficiente alocação do dinheiro público. Isso, portanto, é um esforço de governo (e não apenas do Banco Central)." Waldomiro Para o diretor do Fidúcia, a crise política aberta com escândalo Waldomiro Diniz certamente posterga investimentos, o que diminui as chances de o País alcançar o crescimento econômico pretendido pelo governo para este ano. "Seria ótimo que toda essa crise em andamento fosse rapidamente esclarecida", afirmou. Só assim, segundo sua conclusão, o governo Lula manteria a confiança dos investidores no País.

Agencia Estado,

04 Março 2004 | 07h50

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