Economista não vê motivo para BC interromper corte dos juros

O economista da Fundação Getúlio Vargas, Salomão Quadros, disse na noite desta segunda-feira que "não há razão para o Banco Central interromper a trajetória de queda dos juros e ser mais conservador" por causa das fortes oscilações do mercado financeiro que colocaram o valor do dólar acima dos R$ 3. Ele acredita que a próxima reunião do Copom deverá se encerrar, como nas últimas vezes, com o anúncio de corte de 0,25 ponto porcentual na taxa Selic, que está em 16% ao ano.Segundo o economista, a atual alta do dólar talvez esteja antecipando a alta dos juros norte-americanos. "Mas se os Estados Unidos subirem o juro de 1% para 1,5% isso não vai sugar o capital todo daqui. Só sinaliza que acabou uma fase de tranquilidade", afirmou. Quadros considera que "não há fundamento para ter uma alta continuada do dólar". Ele lembrou que a balança comercial e as transações em conta corrente estão indo bem. Ele observou que normalmente só há repasse de alta do dólar para a inflação "quando há muita tensão cambial acumulada". De acordo com ele, "como há muito tempo o dólar está parado, não deve haver repasse para os preços, por enquanto".

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