Economista Paulo Leme estreia como colunista do ‘Estado’

Ex-presidente do Goldman Sachs no Brasil fará uma análise dos rumos da economia do País sob uma ótica global

O Estado de S.Paulo

16 Junho 2018 | 04h00

O economista Paulo Leme, que deixou a presidência do Goldman Sachs no Brasil no fim de abril, após quatro anos no cargo e 24 no banco, estreia neste domingo, 17, como colunista do Estadão.

Seus textos serão publicados mensalmente e farão uma análise dos acontecimentos econômicos do País a partir de uma ótica global.

“Às vezes se perde de vista o quanto as mudanças na economia global afetam o Brasil”, diz Leme. “Por exemplo, o combustível e o petróleo estão mais caros internacionalmente, e isso tem de ser repassado para o consumidor. Então, não é um problema do Brasil, mas um parâmetro global.”

A coluna terá ainda outros dois grandes “eixos”. Um abordará temas desafiadores para a economia brasileira, como produtividade, investimento, crédito, sistemas previdenciário e tributário. “A intenção é entender o crescimento econômico, seus determinantes e o que poderia ser feito para voltarmos a crescer mais e de forma consistente.”

O outro eixo trará tendências internacionais do mundo das finanças que possam ser aplicadas à realidade brasileira. “A ideia é compartilhar com os leitores a sabedoria que está sendo discutida lá fora”, afirma o economista, que se mudou, neste mês, para os Estados Unidos, onde lecionará finanças.

Formado em engenharia eletrônica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Leme tem mestrado em economia pela Universidade de Chicago, onde também atuou como professor. Deu ainda palestras em Columbia, Yale e na Universidade de Nova York. Entre 1984 e 1993, foi economista do Fundo Monetário Internacional (FMI), tendo sido responsável pela reestruturação das dívidas da Venezuela e da Jordânia.

No Goldman Sachs, Leme começou como responsável pela equipe de pesquisa para mercados emergentes, foi economista-chefe para a América Latina e também presidente do conselho de administração no Brasil. Hoje, é presidente do conselho da gestora de recursos Vinland Capital.

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