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Economista prega "relaxamento" na política monetária

Se o governo fosse mais austero no que se refere aos gastos públicos, a política monetária do Banco Central poderia ser "relaxada". Essa é a avaliação do economista do Ipea Fabio Giambiagi, entrevistado do programa Conta Corrente, da "Globo News". "Seria de bom-tom se o mix nas políticas mudasse e houvesse maior aperto da política fiscal, para haver relaxamento da política monetária a partir do terceiro trimestre do ano", destacou.Pelos cálculos de Giambiagi, o gasto público cresceu entre 9% e 10% em termos reais no ano passado, "o que é muito grande", segundo ele. O economista também considerou um erro reduzir a meta de superávit primário para 4,25% do PIB. "Seria interessante manter (a meta) em 4,5%", ponderou. O esforço fiscal do governo, diz o economista, minimizaria os efeitos que o aumento do salário mínimo pode ter na economia este ano. Além disso, a austeridade fiscal reduziria a necessidade de o governo elevar ainda mais a carga tributária, principalmente no que se refere à polêmica MP 232.De acordo com Giambiagi, a carga tributária do ano passado só será conhecida no final deste ano, mas ele antecipa que "não há dúvidas" de que o aumento será substancial em relação ao ano anterior. Em 2003, segundo ele, houve um desempenho impecável da política econômica, com queda da carga tributária e dos gastos públicos. "Mas em 2004 tivemos uma reversão. Voltamos ao padrão que havia sido característico dos anos anteriores e, pelo andar da carruagem, tende a se repetir este ano."

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