Economista sugere ajuste na meta de inflação

O economista Carlos Thadeu de Freitas, do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), acha que o Banco Central (BC) deveria reconhecer o choque do petróleo e ajustar a meta da inflação para o próximo ano. "A inflação do Brasil está sob controle, não tem risco nenhum de inflação porque a demanda está fraca, agora a meta está fora de controle", afirmou ele durante entrevista ao programa Conta Corrente, da Globo News. "A meta de 5,1% é muito rígida. O BC já poderia ter mudado de 4,5% para 6%, que é a expectativa do mercado para o ano que vem, por causa do choque do petróleo."Thadeu de Freitas destacou que se o BC quiser manter a meta de 5,1%, terá de elevar as taxas de juros continuamente, aumentando a dívida interna pública. Ele lembrou que, embora a dívida em dólar do País vem caindo, a dívida interna em reais continua crescendo, justamente por causa dos juros altos: "Nesse aumento dos juros agora foram mais R$ 2 bilhões a mais na dívida pública interna", contabilizou o economista. Como conseqüência, o País deverá apresentar um crescimento menor, além de elevar a relação dívida líquida/PIB. O ex-diretor do BC salientou ainda que o governo se vê forçado a manter o dólar barato, o que não é bom para as exportações, justamente para manter essa meta ambiciosa de inflação.

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