Economista teme crescimento desequilibrado

A redução da taxa básica de juros não será suficiente para um crescimento equilibrado da economia, segundo alerta o diretor do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Antonio Carlos Pôrto Gonçalves. ?Um crescimento equilibrado no ano que vem poderá ocorrer devido à recessão deste ano, mas a partir daí, com os atuais investimentos, será difícil uma expansão sustentada da economia?, disse. Para o economista, o quadro atual do País, ?com contratos rasgados e invasões de terra, não é pró-investidor?. Pôrto Gonçalves afirma que o papel do Banco Central é apenas o adequar a demanda de acordo com as metas de inflação, mas a instituição ?não pode determinar o crescimento do País?. Para ele, é ?complicada? a expectativa geral de que ?tudo mudará? na próxima reunião da próxima semana do Conselho de Política Monetária (Copom), quando, para ele, a taxa básica de juros cairá entre um e meio a dois pontos porcentuais. O crescimento está comprometido, segundo o economista, por ?uma taxação brutal, problemas de confiança no governo e falta de capacidade de investimento do setor público?.

Agencia Estado,

15 Julho 2003 | 17h52

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