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Economista vê "risco de colapso inflacionário"

O economista Eduardo Gianetti da Fonseca avaliou nesta quarta-feira que existe um "considerável risco de colapso inflacionário" no primeiro ano de mandato do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, o momento atual da economia brasileira com a constante elevação do dólar e o início de repasse da alta aos preços, inclusive com contaminação dos produtos não importados, têm criado um ciclo favorável para a permanência da escalada inflacionária."Estamos caminhando para a aceleração inflacionária e essa aceleração, se não vier acompanhada de uma política monetária pelo governo e o acoplamento dos juros, cria-se o risco de haver acomodação e, em seguida, um ciclo inflacionário", analisou, durante palestra no CEO Sumit, em São Paulo. "Há uma ameaça concreta de a inflação esse ano caminhar para um patamar de dois dígitos e ser ascendente no primeiro trimestre de 2003". O economista afirmou que para administrar a inflação o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso utilizou os aumentos da carga tributária e do déficit nominal, na dívida interna, adiando o pagamento do débito para o futuro. "O PT herda um governo com déficit expressivo e, portanto, não pode ampliar o grau de endividamento interno, como também não pode recorrer ao aumento de tributos, porque já está insustentável", disse.Na visão do economista, Lula enfrentará esse problema apenas se conseguir levar adiante as reformas estruturais, principalmente tributária, previdenciária e trabalhista. Assim, criará condições favoráveis para o equilíbrio fiscal do governo e colherá os conseqüentes benefícios trazidos por uma avaliação positiva dos mercados dessa adequação fiscal.Resta outra alternativa, traumática, segundo o economista: permitir a escalada inflacionária. "Quem sabe sob o impacto de uma crise, aí sim todos se mobilizem por um programa de reformas", afirmou. Gianetti disse que, mesmo que a escalada inflacionária ocorra, será de curta duração. "O grau de tolerância da sociedade para a inflação é pequeno, até por conta da alta depreciação de renda já sofrida", disse.

Agencia Estado,

27 de novembro de 2002 | 20h34

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