Economistas argentinos também apóiam calote no FMI

A decisão do presidente Néstor Kirchner de não pagar o Fundo Monetário Internacional (FMI) também não provocou pânico entre economistas. Existe um temor de que as negociações fiquem estancadas e se atrase ainda mais a assinatura do acordo. Mas economistas destacam o endurecimento do governo.Miguel Bein, economista e ex-secretário de Programação Econômica, disse que "não tem sentido que em um acordo, puramente de refinanciamento de capital e no qual o país se compromete a pagar juros, o FMI pretenda que a Argentina pague capital com reservas. Este tipo de pretensões não têm sentido, alteram a lógica do acordo e se assemelham bastante a uma provocação", acusou Bein.No mesmo sentido, o economista Marcelo Lascano opinou que o "problema é que a Argentina não está em condições de pagar porque se paga fica desarmada internamente e sem reservas". Segundo ele, "é preciso mudar a proposta e um método viável é continuar os alinhamentos de uma convocatória de credores de caráter internacional, na qual não se pagaria nada ou o mínimo durante um prazo de três anos". Para Carlos Pérez, diretor da consultoria Fundação Capital, "embora o governo não tenha pago a parcela, o acordo com o FMI será fechado por duas razões objetivas: a Argentina cumpriu com as metas monetárias e fiscais que foram pautadas no começo do ano e será o país que mais crescerá em 2003".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.