Economistas da PUC defendem maior regulação cambial

O tombo sofrido por empresas como Sadia e Aracruz no ano passado, por causa do uso indevido de instrumentos de proteção contra variações da taxa de câmbio, deveria levar o governo a aprofundar a regulamentação do uso desses mecanismos por parte das empresas. A avaliação é de dois economistas da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro.

AE, Agencia Estado

14 de dezembro de 2009 | 09h27

Um ano após a revelação de que cerca de 200 exportadoras amargaram prejuízos de aproximadamente R$ 40 bilhões, os economistas Márcio Garcia e Werther Vervloet fizeram uma análise dos casos mais relevantes do fim de 2008 e concluíram que o debate sobre maior regulamentação dos mercados, que ganhou fôlego a partir do agravamento da crise mundial, não pode ficar centrado só nas instituições financeiras.

"O caso das empresas mostra que pode haver outra faceta não muito explorada, mas certamente importante, nessa discussão", afirmam os economistas. "Caberia às autoridades competentes dar um passo rumo a uma regulamentação mais rígida no uso de derivativos por parte de empresas não-financeiras." Segundo Garcia e Vervloet, a limitação daria proteção não só para as empresas e seus investidores, mas para a economia do País em geral.

Para Garcia, uma regulamentação mais rígida não significa, necessariamente, a proibição total do uso dos derivativos. "Mas, talvez, para pequenas empresas, seja bom proibir, assim como se proíbe que pequenos investidores entrem em fundos de risco muito elevado", ponderou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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