Economistas defendem corte de juros nos EUA

O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) define nesta semana se vai reduzir os juros nos Estados Unidos ou mantê-los nos 4,75% ao ano e esperar até dezembro para determinar o nível que para a taxa básica de juro no país. Investidores e analistas internacionais estão atentos à decisão, que pode sinalizar a trajetória da política monetária do banco para 2008. Economistas de grandes bancos e acadêmicos nos Estados Unidos consultados avaliam que o baixo crescimento da economia americana, provocado especialmente pela depressão do mercado imobiliário, deve ser a principal preocupação do Fed pelo menos até o fim do primeiro semestre de 2008. Até lá, a instituição presidida por Ben Bernanke deve cortar mais os juros, pois, dizem os analistas, o nível de atividade pode se enfraquecer de forma expressiva nos próximos meses e elevar os riscos de recessão. Além disso, há chances de a inflação subir, especialmente se o petróleo aumentar e ficar estável nos US$ 100 por barril. Também pode colaborar para isso a manutenção da trajetória de alta de commodities metálicas e alimentos, com a continuidade do movimento de depreciação do dólar ante outras moedas, sobretudo o euro. E o perigo de ocorrer uma recessão nos EUA no próximo ano não é pequeno. As chances são de 30% para a maioria dos especialistas consultados, mas pode superar 50%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE, Agencia Estado

29 de outubro de 2007 | 09h30

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