EFE/Facundo Arrizabalaga
EFE/Facundo Arrizabalaga

Economistas defendem Reino Unido na UE

Pesquisa que ouviu 600 profissionais reforça temor de que o país viva um recessão caso decida, em referendo, deixar bloco econômico

REUTERS, O Estado de S.Paulo

30 de maio de 2016 | 09h05

Nove em cada dez dos economistas da Grã-Bretanha, que atuam no distrito financeiro de Londres, na academia e em pequenas empresas, acreditam que a economia será prejudicada caso o Reino Unido deixe a União Europeia, mostra uma pesquisa divulgada ontem.

A pesquisa, que segundo o jornal The Observer seria a maior de seu gênero e que entrevistou mais de 600 economistas, é um combustível para o primeiro-ministro David Cameron, que lidera a campanha para que o Reino Unido permaneça no bloco de 28 membros no referendo marcado para 23 de junho, apesar da oposição de alguns membros de seu partido.

Realizada pelo instituto Ipsos-Mori, o levantamento revela que 88% dos entrevistados acreditam que uma saída do bloco econômico e do mercado único prejudicaria as perspectivas de crescimento da Grã-Bretanha ao longo dos próximos cinco anos. Além disso, 82% dos profissionais consultados disseram que provavelmente haveria um impacto negativo sobre a renda das familiares.

De acordo com o jornal The Observer, os profissionais entrevistados são membros de órgãos representativos mais respeitados da categoria, como a Sociedade Real de Economia e da Sociedade de Economistas Empresariais.

Militantes de ambos os lados veem a economia como uma das principais batalhas para ganhar eleitores indecisos no referendo, no que está se transformando em uma luta cada vez mais amarga sobre o futuro da Grã-Bretanha.

Os economistas que querem a saída do bloco afirmam que a Grã-Bretanha ficaria livre de regulação e burocracia, caso deixe a União Europeia, sendo capaz de negociar seus próprios acordos comerciais sem ter que agradar a 27 outros países.

Riscos. A campanha pela permanência, porém, tem sido calcada no argumento de que a Grã-Bretanha sofreria uma recessão econômica, prejudicando a cotação da libra, o emprego e os salários. “A pesquisa confirma o ponto de vista geral dos economistas: deixar a EU prejudicaria nossa economia, custando empregos e elevando os preços”, disse Cameron, em um comunicado.

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