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André Dusek/Estadão
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Economistas do mercado financeiro veem taxa básica de juros em 7% no fim de 2022

Desde março o Copom vem aumentando a Selic, que agora está 4,25% ao ano, para tentar conter o avanço da inflação

Fabrício de Castro , O Estado de S.Paulo

12 de julho de 2021 | 09h18

 BRASÍLIA - Na esteira dos dados mais recentes de inflação, os economistas do mercado financeiro alteraram suas projeções para a Selic, a taxa básica de juros, no fim de 2021 e 2022.

O Relatório de Mercado Focus, consulta feita pelo Banco Central com uma centena de economistas do mercado financeiro, trouxe nesta segunda-feira, 12, que as previsões para a Selic neste ano foram de 6,50% para 6,63% ao ano. Há um mês, estava em 6,25%.

No caso de 2022, a projeção foi de 6,75% para 7,00% ao ano, ante 6,50% de um mês antes. Para 2023 e 2024, a expectativa é que fique em 6,50%.

Em março, na primeira elevação em quase seis anos, a taxa básica da economia passou de 2% para 2,75% ao ano. Em maio, foi para 3,5% ao ano e, em junho, avançou para 4,25% ao ano.

O objetivo das altas recentes, promovidas pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, é conter a pressão inflacionária.

Estimativa de inflação segue em alta

A projeção do mercado financeiro para a inflação em 2021 se distanciou ainda mais do teto da meta perseguida pelo Banco Central. Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA - o índice oficial de preços - de alta de 6,07% para 6,11%. Há um mês, estava em 5,82%. A projeção para o índice em 2022 foi de 3,77% para 3,75%. Quatro semanas atrás, estava em 3,78%.

O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2023, que seguiu em 3,25%. No caso de 2024, a expectativa foi de 3,25% para 3,16%.

A projeção dos economistas para a inflação já está bem acima do teto da meta de 2021, de 5,25%. O centro da meta para o ano é de 3,75%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). A meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%), enquanto o parâmetro para 2023 é de inflação de 3,25%, com margem de 1,5 ponto (de 1,75% a 4,75%). Para 2024 a meta é de 3,00%, com margem de 1,5 ponto (de 1,5% para 4,5%).

PIB deve subir 5,26% neste ano, segundo economistas

Para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2021, a expectativa para a economia este ano passou de alta de 5,18% para elevação de 5,26%. Há quatro semanas, a estimativa era de 4,85%.

Para 2022, o mercado financeiro alterou a previsão do PIB de alta de 2,10% para 2,09%.  Quatro semanas atrás, estava em 2,20%.

No começo do ano, o mercado previa que o PIB iria crescer apenas 3,4%. Porém, a economia tem mostrado forte reação nos últimos meses, influenciada, entre outros motivos, pela alta dos preços das commodities (produtos básicos, como alimentos, minério de ferro), exportados, em grande parte, pelo Brasil.

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