Economistas estão divididos sobre recessão nos EUA

Os economistas norte-americanos permanecem divididos sobre se a atual desaceleração da economia dos EUA será eventualmente considerada uma recessão, segundo pesquisa divulgada hoje pela Associação Nacional para Economia Empresarial (ou National Association for Business Economics - Nabe, na sigla em inglês). De qualquer modo, estando ou não em recessão, qualquer processo de recuperação será lento, revela a pesquisa.O Nabe é uma organização acadêmica que oficialmente decreta se e quando a economia dos EUA entrou em recessão - e saiu dela -, baseando suas decisões em uma série de indicadores econômicos além do Produto Interno Bruto (PIB - a soma das riquezas produzidas por um país)."Enquanto nosso painel antecipa uma melhora no mercado de crédito e a chegada ao fundo do poço do mercado imobiliário este ano, as projeções foram reduzidas para o crescimento em 2008 e em 2009", disse a presidente da Nabe, Ellen Hughes-Cromwich, que também é economista-chefe da Ford Motor.A pesquisa trimestral realizada com 52 economistas entre 17 de abril e 1º de maio revelou que 56% dos entrevistados acreditam que a recessão já começou ou irá iniciar-se antes do final do ano, acima dos 45% da pesquisa de fevereiro.Normalmente considera-se que uma economia está em recessão quando há dois meses seguidos de contração do PIB. Por esta definição, os EUA provavelmente não devem entrar em recessão. O PIB norte-americano expandiu-se 0,6%, em termos anualizados, no primeiro trimestre e o número possivelmente será revisado em alta, para próximo de crescimento de 1%. O painel do Nabe estima crescimento de 0,4% no atual trimestre."Qualquer que seja o nome, o painel espera que o período seja seguido apenas por uma pequena melhora no curto prazo", disse o Nabe. Os membros do painel prevêem crescimento de 2,1% da economia norte-americana no segundo semestre, abaixo da expansão de 2,8% da previsão feita pelos economistas três meses atrás.Consumo, exportações e inflaçãoOs economistas do Nabe revisaram em baixa suas projeções para os gastos dos consumidores e para os investimentos de capital, mas esperam por melhora nas exportações, com a participação no PIB subindo para 13% em 2008, de 12,2% no ano passado.Apesar da profunda desaceleração da economia americana, os economistas do Nabe calculam que a inflação irá avançar mais do que o esperado três meses atrás. O painel estima que o núcleo do índice de preços para gastos com consumo pessoal (PCE), indicador de inflação preferido pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano), registre alta de 2,1% em 2008 e de 2% em 2009. Ambos foram revisados para cima em 0,1 ponto porcentual em comparação aos cálculos de fevereiro.O Nabe considera que o Fed manterá a meta dos Fed Funds (taxa de juros básica do país) em 2% até o final do ano e elevar o juro em um ponto porcentual em 2009. As informações são da Dow Jones.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.