Economistas explicam desencontro entre inflação e previsões

O desencontro entre as previsões do mercado e as taxas de inflação divulgadas nesta semana (IGP-10, IGP-M segunda prévia e IPCA-15) ocorreu por causa de fatores "difíceis de prever", como recomposição de margens das empresas, reajustes de commodities no mercado externo e efeitos do aumento da Cofins sobre os preços dos serviços. A avaliação é dos economistas André Braz, coordenador dos Índices de Preços ao Consumidor (IPCs) da Fundação Getúlio Vargas e Carlos Thadeu de Freitas, do Ibmec. Braz atribui o desencontro a dois fatores: em alguns casos, na minoria, desconhecimento das metodologias de cálculo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na maior parte das previsões, o problema, para ele, é de antever a real intenção de reajustes das empresas ou em que proporção esses aumentos vão chegar ao consumidor. Thadeu de Freitas concorda e lembra que, além desse fator, o recente aumento da Cofins também resultou em aumento de custos e de preços dos serviços e não estava na ponta do lápis dos analistas. Ele destacou, ainda, que as empresas acabaram cedendo rapidamente a uma "certa euforia" na melhoria das condições da economia no final do ano passado e, apostando na demanda, aumentaram os preços mais do que o esperado, o que também não estava previsto.

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