André Dusek/Estadão - 9/1/2018
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Economistas passam a prever alta do PIB maior que 4% neste ano

Segundo o boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, os analistas do mercado financeiro projetam inflação de 5,44% no fim do ano, acima da meta

Lorenna Rodrigues , O Estado de S.Paulo

07 de junho de 2021 | 10h05

BRASÍLIA - Os economistas do mercado financeiro alteraram suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2021 e passaram a prever alta superior a 4%. Conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 7, pelo Banco Central, a expectativa para a economia este ano passou de alta de 3,96% para elevação de 4,36%. Para 2022, o mercado financeiro alterou a previsão do PIB de alta de 2,25% para 2,31%.  

A expectativa para o nível de atividade foi feita em meio à pandemia da covid-19, que derrubou a economia mundial em 2020 e continua sendo um fator de desgaste em 2021. Entretanto, a economia brasileira tem mostrado reação nos últimos meses.

Na semana passada, o IBGE informou que o PIB cresceu 1,2% nos primeiros três meses de 2021, na comparação com o trimestre anterior. Os números confirmaram que a economia brasileira iniciou o ano em expansão, dando sequência à recuperação dos danos causados pela pandemia, embora o ritmo tenha perdido força - a alta foi menor que a registrada nos dois trimestres anteriores. Ainda assim, o resultado foi suficiente para levar o PIB de volta ao patamar do quarto trimestre de 2019 em termos de volume.

No Focus desta segunda, a projeção para a produção industrial de 2021 passou de alta de 5,50% para 6,10%. No caso de 2022, a estimativa de crescimento da produção industrial passou de 2,30% para 2,40%.

Inflação cada vez mais acima da meta, segundo projeções

Para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, a expectativa do mercado para este ano subiu de 5,31% para 5,44%. Segundo o Banco Central, essa foi a nona semana seguida de alta na expectativa.

O centro da meta de inflação, em 2020, é de 3,75%. Pelo sistema vigente no país, será considerada cumprida se ficar entre 2,25% e 5,25%. Com isso, a projeção do mercado fica cada vez mais acima do teto do sistema de metas.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia.

Em 2020, pressionado pelos preços dos alimentos, o IPCA ficou em 4,52%, acima do centro da meta para o ano, que era de 4%, mas dentro do intervalo de tolerância. Foi a maior inflação anual desde 2016.

Para 2022, o mercado financeiro elevou de 3,68% para 3,70% a estimativa de inflação. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,50% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2% a 5%.

Taxa básica de juros em 5,75% no fim do ano

O mercado financeiro manteve em 5,75% ao ano a previsão para a Selic no fim de 2021. Com isso, os analistas seguem estimando novas altas dos juros em 2021.

Em março, na primeira elevação em quase seis anos, a taxa básica da economia foi aumentada pelo BC para 2,75% ao ano. E, na semana passada, o Copom elevou o juro para 3,5% ao ano.

Para o fim de 2022, os economistas do mercado financeiro mantiveram a expectativa para a taxa Selic em 6,50% ao ano, o que pressupõe que a taxa de juro básico continuará subindo no próximo ano.

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