Economistas pedem 'desmontagem' organizada do euro

Doze economistas da França vêm defendendo em artigos a desintegração do euro e a recriação das divisas nacionais como forma de enfrentar a crise atual. As propostas, incluem seis medidas, entre as quais um "corralito" nos bancos, câmbio fixo e até congelamento de preços.

O Estado de S.Paulo

26 de dezembro de 2011 | 03h02

A receita polêmica veio a público em artigo publicado no jornal 'Le Monde' e assinado por economistas como Alain Cotta, Jean-Pierre Gérard, Claude Rochet e Jacques Sapir, a maioria integrante de universidades e centros de pesquisa. Segundo eles, a União Europeia está dividida em três grupos de países: os menos competitivos - Grécia, Portugal, Espanha e Irlanda -, que sofrem as consequências do endividamento; os que sofrem a fuga de investimentos para o exterior, como Itália e França; e os estáveis, grupo formado por Holanda, Bélgica, Luxemburgo e Alemanha, credores externos líquidos.

Os três grupos, dizem os economistas, enfrentam de forma diferente a crise, causada pelo aumento do endividamento de metade dos países da zona do euro.

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