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Economistas pedem fim do IOF em renda fixa

O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Marcio Holland, se encontrou, na sexta-feira, com economistas-chefes dos principais bancos que atuam no País. No encontro, realizado em São Paulo, os especialistas pediram o fim do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para investimentos de curto prazo em renda fixa, além do corte de impostos sobre insumos como resinas plásticas e aço.

RICARDO LEOPOLDO, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2013 | 02h06

O objetivo da reunião agendada pelo secretário era ouvir dos economistas uma análise sobre a conjuntura econômica. Segundo participantes do encontro, ouvidos pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o secretário foi questionado sobre a política fiscal do governo. Holland disse que a meta de superávit primário (economia para pagamentos de juros da dívida) de 3,1% do PIB está mantida, mas que descontos relativos ao PAC e a desonerações tributárias devem encolher o superávit para 2,3% do PIB.

Os economistas disseram que, embora o Brasil tenha um grande potencial de médio e longo prazos, há questões de curto prazo que poderiam melhorar o ambiente de negócios, como a redução de alíquotas de importação de alguns insumos importantes para a indústria, como as resinas plásticas e o aço.

Os especialistas disseram que, por causa das incertezas na economia internacional, seria oportuno que o governo determinasse o fim da cobrança do IOF para investimentos de curto prazo em renda fixa, para aliviar o efeito negativo da crise sobre as contas externas.

Os economistas também levantaram questões sobre as concessões públicas que o governo programa para os setores de infraestrutura e logística. Ao final, os especialistas disseram ao secretário que há indicações de que os investimentos estão sendo o carro-chefe da economia não só no primeiro trimestre deste ano, como também no mês de abril.

Estiveram no encontro com Holland os economistas Carlos Kawall, do J.Safra, Ilan Goldfajn, do Itaú Unibanco, Octavio de Barros, do Bradesco, Constantin Jancsó, do HSBC, Mauricio Molan, do Santander, Nilson Teixeira, do Credit Suisse, e Marcelo Kfouri, do Citibank.

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