Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Economistas preveem alta de 0,5 ponto no juro e elevam estimativa de inflação em 2015

Banco Central define o rumo da taxa básica de juros nesta quarta-feira, em meio a cenário de inflação em alta e crescimento fraco 

Reuters

19 de janeiro de 2015 | 09h01

Atualizado às 9h10

Economistas de instituições financeiras cravaram as apostas de que o ritmo de aperto monetário será mantido nesta semana e a Selic será elevada em 0,50 ponto porcentual, em um ambiente de inflação ainda mais alta e crescimento mais fraco.

A pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira mostrou que a expectativa é de que a taxa básica de juros, atualmente em 11,75% após intensificação do ritmo de aperto no final do ano passado, será elevada a 12,25% ao final da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) nesta quarta-feira.

Os economistas consultados também deixaram inalterada a perspectiva de que a Selic encerrará este ano a 12,50% e 2016 a 11,50%.

Entretanto, o Top-5 de médio prazo, com os economistas que mais acertam as projeções, voltou a elevar a projeção para a Selic em 2015, a 13%, bem como para 2016, a 12%. Em ambos os casos as projeções subiram em 0,25 ponto porcentual em relação à pesquisa anterior.

Sobre a inflação, a perspectiva de alta do IPCA em 2015 subiu pela terceira semana seguida no Focus, em 0,07 ponto porcentual, a 6,67%, e com isso continua acima da meta do governo de 4,5%, com margem de 2 pontos porcentuais para mais ou menos. Para 2016 a projeção permaneceu em 5,70%.

Os primeiros números sobre a inflação oficial do País neste ano serão conhecidos na sexta-feira, quando o IBGE divulga o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) de janeiro.

A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto em 2015 também caiu pela terceira vez seguida, a 0,38%, 0,02 ponto porcentual a menos do que na semana anterior. A indústria continua sendo um peso sobre a atividade em geral, com a projeção de expansão neste ano recuando a 0,71%, contra 1,02% anteriormente. A expectativa é de que a economia melhore em 2016, com crescimento de 1,80%, sem alteração.

Já em relação ao câmbio, houve uma elevação de R$ 2,83 para R$ 2,85 na cotação do dólar pra o final de 2016. A mediana das projeções para essa variável estava em R$ 2,75 quatro semanas atrás. Com essa mudança, o dólar médio do ano que vem subiu de R$ 2,75 para R$ 2,77 - um mês antes estava em R$ 2,72. 

Para este ano, a mediana das estimativas para o dólar ficou congelada em R$ 2,80, como na semana passada. Quatro edições anteriores da Focus, a mediana estava em R$ 2,75. Com a paralisação, o câmbio médio ficou estacionado em R$ 2,72 (estava em R$ 2,69 há quatro semanas).

O BC confirmou ao final do ano passado que continuará a ofertar a ração diária iniciada em agosto de 2013 por pelo menos mais três meses - até o fim de março. A atuação do BC nesse mercado, no entanto, tem sido mais tímida, com a colocação de US$ 100 milhões por dia - metade do volume visto até o fim de 2014. 

(Com informações da Agência Estado)

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