Tiago Queiroz/Estadão
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Economistas projetam cortes maiores na taxa de juros este ano e reduzem perspectiva para 2018

Em meio a um cenário de inflação que perde força, economistas esperam cortes de 0,75 ponto percentual nas reuniões do Copom de julho e setembro, e projetam Selic em 8,25% em 2018

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

03 Julho 2017 | 10h10

SÃO PAULO - A perspectiva para a taxa de juros em 2018 recuou em meio a um cenário de inflação mais baixa no Brasil e depois que o governo fixou metas menores para a alta dos preços em 2019 e 2020.

Os economistas consultados na pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira, 03, reduziram a estimativa para a taxa básica Selic em 2018 a 8,25%, contra 8,50% anteriormente. Para este ano, permanece a expectativa de que a taxa básica de juros, atualmente em 10,25%, terminará a 8,5%. Entretanto, os economistas do mercado financeiro passaram a projetar dois cortes consecutivos de 0,75 ponto porcentual da Selic, nos encontros de julho e de setembro do Comitê de Política Monetária (Copom). 

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Até a semana passada, a projeção era de um corte de 0,75 ponto em julho e de uma redução de 0,50 ponto em setembro. Depois, haveria novamente corte de 0,50 ponto em outubro, com a Selic chegando a 8,50% ao ano e encerrando 2017 neste patamar. 

Agora, conforme as novas projeções, após os dois cortes de 0,75 ponto porcentual, em julho e setembro, o Copom reduzirá a Selic em mais 0,25 ponto em outubro, com a taxa básica chegando nos mesmos 8,50% ao ano. No encontro de dezembro, não seria feito nenhum corte.

Isso em meio a um cenário de inflação que perde força a cada semana no Focus. A projeção para a alta da inflação neste ano agora é de 3,46%, contra 3,48% anteriormente. Com a nova projeção, o dado se aproxima da faixa mais baixa de tolerância para a meta, que é de 4,5% com margem de 1,5 ponto percentual.

Para 2018, a inflação foi estimada em 4,25%, contra 4,30% no levantamento anterior.

Na semana passada, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou para 2019 o centro da meta de inflação a 4,25% pelo IPCA e, para 2020, a 4%, nos dois casos com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. A medida é um esforço para mostrar a continuidade de uma política econômica mais austera.

As contas para a atividade econômica, por sua vez, mostraram manutenção da estimativa de que o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano crescerá 0,39%. Mas, para 2018, houve piora, com a expansão estimada em 2%, de 2,10% antes.

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O Relatório de Mercado Focus, divulgado hoje pelo Banco Central, mostrou que a projeção para a cotação da moeda americana no fim de 2017 passou de R$ 3,32 para R$ 3,35. Há um mês, estava em R$ 3,30. O câmbio médio de 2017 foi de R$ 3,24 para R$ 3,26, ante R$ 3,22 de um mês antes.

 

No caso de 2018, a projeção para o câmbio no fim do ano seguiu em R$ 3,40. Quatro semanas antes, estava no mesmo patamar. Já a projeção para o câmbio médio no próximo ano foi de R$ 3,38 para R$ 3,40, ante R$ 3,35 de quatro semanas atrás./COM INFORMAÇÕES REUTERS

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