Economistas projetam inflação no teto da meta em 2015

Economistas projetam inflação no teto da meta em 2015

Segundo relatório Focus, do Banco Central, no ano que vem IPCA deve fechar em 6,5% e taxa Selic deve subir para 12,5%; a estimativa para o PIB em 2014 caiu para 0,18%

Agência Estado e REUTERS

08 Dezembro 2014 | 08h59

No relatório Focus desta semana, analistas passaram a projetar a inflação em 2015 no teto da meta estipulada pelo governo, de 6,5%. Segundo o documento divulgado pelo Banco Central com as estimativas de 100 analistas para as principais variáveis econômicas, a mediana das previsões para o IPCA foi alterada de 6,49% para 6,50% ante 6,40% de quatro semanas atrás. 

Para o IPCA de 2014, a mediana das projeções caiu de 6,43% para 6,38%. Há um mês, a taxa estava em 6,39%. Na última sexta-feira, foi divulgado o IPCA de novembro, que ficou em 0,51% e, em doze meses, em 6,56%. Para ficar abaixo do teto da meta em 2014, o IPCA não pode superar 0,86% em dezembro.

Para o curto prazo, a taxa para dezembro foi calibrada de 0,74% para 0,75%. Já a de janeiro foi alterada de 0,85% para 0,90%. Um mês antes, essas taxas estavam, respectivamente, em 0,68% e 0,83%. 

Juro. Depois de o Banco Central ter acelerado o ritmo de aperto monetário na última reunião do ano, quando elevou a Selic para 11,25% ao ano, economistas de instituições financeiras passaram a ver a taxa básica de juros mais alta em 2015, apontou a pesquisa Focus. A estimativa agora é de que a taxa básica de juros encerrará o próximo ano a 12,50%, contra 12% no levantamento anterior. 

A divulgação da ata do Copom na quinta-feira deve trazer mais luz sobre os próximos passos a serem tomados, num cenário de inflação que continua pressionada e que não deve arrefecer segundo os especialistas consultados no Focus.

PIB. Depois da divulgação pelo IBGE de que o País cresceu 0,1% no terceiro trimestre do ano na margem, as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2014 começaram a desacelerar passaram de 0,20% para 0,19% na semana anterior e, agora, recuaram para 0,18%.

O relatório Focus revela que há um mês a expectativa mediana para o crescimento do País estava em 0,20%. Para 2015 há uma perspectiva dos analistas de que haverá retomada da atividade no ano, mas com menor força, já que a taxa passou de 0,77% da semana anterior para 0,73% agora. 

A produção industrial segue como o principal setor responsável pelas previsões para o PIB deste e do ano que vem. No boletim Focus, a mediana das estimativas do mercado para o setor manufatureiro revela uma expectativa de queda de 2,50% este ano - levemente pior do que a da semana passada (-2,26%). Para 2015, o crescimento desse segmento deve ser de 1,23%, ante 1,13% do levantamento anterior.

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