Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Economistas projetam PIB maior em 2018

Alta do PIB de 2018 passou de 2,70% para 2,80%; expectativa é de que a inflação em 2018 fique dentro da meta

Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

19 Fevereiro 2018 | 12h03

O mercado financeiro alterou sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2018. A expectativa de alta para o PIB este ano passou de 2,70% para 2,80% no Relatório de Mercado Focus. Há um mês, a perspectiva estava em 2,70%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB, de 3,0%. 

O Relatório mostra que a mediana para o IPCA este ano caiu de 3,84% para 3,81%. Há um mês, estava em 3,95%. Já a projeção para o índice de 2019 permaneceu em 4,25%, mesmo porcentual de quatro semanas atrás.

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Na prática, as projeções de mercado divulgadas hoje no Focus indicam que a expectativa é de que a inflação em 2018 fique dentro da meta, de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 3,0% a 6,0%). Para 2019, a meta é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (de 2,75% a 5,75%).

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Já sob influência da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, publicada na quinta-feira, os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica da economia) para o fim de 2018 e de 2019.

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A mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 6,75% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar. Já a projeção para a Selic em 2019 seguiu em 8,00% ao ano. Há um mês, estava no mesmo nível.

No dia 7, o Copom cortou a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 7,00% para 6,75% ao ano. Foi o 11º corte consecutivo. O colegiado também sinalizou que o mais provável é que o movimento tenha sido o último do atual ciclo de cortes da taxa básica. Uma nova redução pode ocorrer em março apenas se o cenário melhorar e o risco diminuir. Na ata do encontro, divulgada na última quinta-feira, a perspectiva de manutenção da taxa básica foi reafirmada, embora a possibilidade de novo corte não tenha sido descartada.

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