Thiago Teixeira/Estadão
Thiago Teixeira/Estadão

Economistas projetam piora da inflação e retração menor do PIB

No relatório Focus, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) estimado para este ano passou de 7,34% para 7,36%; estimativas para o PIB este ano indicaram retração de 3,18%, ante os 3,20%

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

12 Setembro 2016 | 09h43

BRASÍLIA - Após a divulgação da inflação oficial de agosto, na última sexta-feira, o Relatório de Mercado Focus traz nesta segunda-feira, 12, uma leve mudança para a projeção de inflação em 2016. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) estimado para este ano passou de 7,34% para 7,36%. Há um mês, estava em 7,31%. Já o índice para o ano que vem permaneceu em 5,12%. Há quatro semanas, apontava 5,14%. 

 

Na sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a inflação em agosto foi de 0,44%. Houve desaceleração ante a taxa de 0,52% de julho. Em 2016, o IPCA acumula 5,42% e, em 12 meses, a taxa subiu de 8,74% para 8,97% - ainda mais distante da meta de inflação perseguida pelo Banco Central, de 4,5% para este ano, com tolerância de até 2 pontos porcentuais. Para 2017, a meta também é de 4,5%, com margem de 1,5 ponto porcentual. 

 

Na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), o Banco Central informou a revisão da inflação projetada para 2016 - tanto no cenário de referência, que considera taxas de câmbio e juros estáveis, quanto no de mercado, que leva em conta as projeções do Focus - de 6,75% para 7,3%. Para 2017, o cenário de referência projeta, de acordo com o BC, inflação na meta de 4,5%. No cenário de mercado, situa-se em 5,1%.  

    

No relatório Focus entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, as medianas das projeções para este ano pioraram, passando de 7,42% para 7,50%. Para 2017, foram de 5,25% para 5,50%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de, respectivamente, 7,41% e 5,25%.

PIB. O Relatório mostrou leve mudança, para melhor, nas projeções para a atividade no País em 2016. Pelo documento, as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) este ano indicaram retração de 3,18%, ante os 3,20% projetados uma semana e um mês antes. 

 

Para 2017 o cenário é mais favorável, com perspectiva de PIB positivo. O mercado previu para o País, um crescimento de 1,30% no próximo ano, mesmo porcentual projetado uma semana antes. Há um mês, estava em 1,10%.

 

No segundo trimestre de 2016, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB brasileiro recuou 0,6% ante o primeiro trimestre do ano e teve retração de 3,8% ante o segundo trimestre de 2015. No ano, o PIB acumula baixa de 4,6% e, em 12 meses, recuo de 4,9%.     

Câmbio. O Focus mostrou mudança marginal na estimativa para o câmbio deste ano. O documento indicou que a cotação da moeda estará em R$ 3,25 no encerramento de 2016, abaixo dos R$ 3,26 da projeção da semana anterior. Um mês atrás, estava em R$ 3,30. O câmbio médio de 2016 permaneceu em R$ 3,44 - um mês antes, estava em R$ 3,45.

Para o fim de 2017, a mediana para o câmbio seguiu em R$ 3,45 de uma divulgação para a outra - quatro semanas atrás estava em R$ 3,50. Já o câmbio médio de 2017 seguiu em R$ 3,38 - estava em R$ 3,41 um mês atrás.

Preços administrados. O Relatório de Mercado Focus não mostrou mudanças nas projeções para os preços administrados em 2016 e 2017. A mediana das previsões do mercado financeiro para este indicador este ano seguiu em 6,20%. Para o próximo ano, a mediana permaneceu indicando alta de 5,30%. Há um mês, o mercado projetava aumento de 6,18% para os preços administrados em 2016 e elevação de 5,35% em 2017.

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