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Economistas reduzem previsão de crescimento dos EUA

A Associação Nacional dos Economistas de Empresas (NABE, na sigla em inglês), um importante grupo de analistas dos Estados Unidos, previu que o crescimento da economia norte-americana será mais fraco neste ano do que o previsto anteriormente, em razão do impacto da guerra do Iraque. A NABE, no entanto, avaliou que a deflação não deverá ser um perigo para a economia neste e no próximo ano. Após consultas a 37 analistas, a NABE reduziu a estimativa de expansão da economia dos EUA para 2,3% neste ano, ante a previsão de crescimento de 2,7% feita há apenas três meses. A associação considerou que o ritmo mais lento da economia pode ser totalmente atribuído ao estresse provocado pela guerra de três semanas no Iraque. A NABE também rebaixou suas expectativas quanto à recuperação dos lucros corporativos e do deteriorado mercado de trabalho. A estimativa consensual dos analistas é que a taxa de desemprego, atualmente em 6%, só recue para 5,7% no próximo ano. Os lucros corporativos devem crescer apenas 9,6% neste ano, abaixo da previsão de expansão de 10,3% feita há três meses. As tensões provocadas pela guerra levaram as empresas e os consumidores a adiarem seus gastos. Os analistas previram que o crescimento dos gastos com consumo retroceda neste ano. A estimativa é que os gastos aumentem 2,3% neste ano, abaixo da previsão anterior de crescimento de 2,7% e também inferior ao aumento de 3,1% do ano passado. Para 2004, a NABE prevê ampliação de 3,3% dos gastos. Em relação ao mercado imobiliário, a expectativa é de desaceleração do ritmo de construção de novas casas em 2004. A previsão é que a taxa anual de início de novas construções recue do nível de 1,7 milhão de unidades previsto para este ano, para 1,62 milhão em 2004. A maioria dos analistas da NABE previu que as taxas de juros fiquem estáveis nos próximos meses. Número de pedidos de auxílio-desemprego cresceA interrupção de algumas atividades em razão da passagem de tornados pelo meio oeste dos EUA provocou um aumento superior ao esperado do número de trabalhadores que deram entrada a pedidos iniciais de auxílio-desemprego. O Departamento do Trabalho informou que houve um crescimento de 7 mil, para 428 mil, no número de solicitações do benefício na semana passada. A alta ficou bem acima do aumento de 1 mil previsto por economistas consultados pela Dow Jones Newswires e CNBC. Mas o departamento informou que praticamente todo o aumento das solicitações pode ser atribuído às conseqüências da passagem de tornados, que causaram destruição em uma fábrica automotiva em Oklahoma. No entanto, a média da quadrissemana, que atenua flutuações semanais, atingiu o menor nível em cinco semanas, de 433 mil. O número de trabalhadores que sacam o auxílio por um prazo maior do que uma semana caiu na semana encerrada em 10 de maio - último dado disponível sobre esse movimento. A queda de 36 mil no número de pedidos contínuos, para 3.699.000, foi a mais acentuada desde o final de março. O departamento fez a tradicional revisão da estimativa preliminar da semana encerrada em 10 de maio, elevando em 4 mil o número de pedidos para 421 mil.O número de pedidos iniciais de auxílio-desemprego começou a cair logo após o fim da guerra liderada pelos EUA no Iraque, mas o mercado de trabalho continuou deprimido. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

22 de maio de 2003 | 12h49

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