Dida Sampaio/Estadão - 3/12/2021
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Economistas reduzem projeção de alta do PIB em 2022 de 0,50% para 0,42%

Dados são do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, 27; há um mês, projeção era de alta de 0,58%

Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

27 de dezembro de 2021 | 09h14

BRASÍLIA - O Relatório Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, 27, mostrou nova deterioração no cenário de crescimento econômico do Brasil. A redução na previsão mediana para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2021 foi de 4,58% para 4,51%. Há quatro semanas, estava em 4,78%. Para 2022, a projeção de expansão do PIB recuou de 0,50% para 0,42%. Há um mês, estava em 0,58%.

Considerando apenas as 36 respostas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa para o PIB no fim de 2021 continuou em 4,50%. Para 2022, também foram feitas 36 atualizações nos últimos cinco dias, com a estimativa passando de 0,50% para 0,47%.

Para 2023, a projeção de crescimento também cedeu, de 1,85% para 1,80%, ante 2,00% de um mês antes. Já para 2024, a estimativa seguiu em 2,00%, mesmo patamar de quatro semanas atrás.

Projeção da Selic para 2022

Os economistas do mercado financeiro mantiveram a projeção para a taxa básica da economia no fim de 2022 em 11,50%. Há um mês, a mediana era de 11,25%. Considerando apenas as 52 respostas nos últimos cinco dias úteis, a expectativa para a Selic no fim de 2022 passou de 11,75% para 11,50%.

O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a Selic em 1,50 ponto porcentual neste mês, para 9,25% ao ano. O colegiado já sinalizou nova elevação de mesma magnitude na próxima reunião, no começo de fevereiro

No Boletim Focus, a estimativa para a taxa Selic no fim de 2023 seguiu em 8,00%, ante 7,75% há quatro semanas. Para 2024, ficou em 7,00%, mesmo patamar de um mês atrás.

IPCA para 2021 passa de 10,04% para 10,02%

A mediana apurada no Relatório Focus para o IPCA, o índice de inflação oficial, segue apontando que 2022 pode ser o segundo ano consecutivo de rompimento da meta a ser perseguida pelo Banco Central. A projeção seguiu em 5,03%, contra 5,00% do teto da meta do ano que vem. Há um mês, a previsão era de 5,00%.

Para 2021, a mediana continuou em dois dígitos, passando de 10,04% para 10,02%. A estimativa era de 10,15% há quatro semanas. A banda superior do objetivo inflacionário deste ano é de 5,25% e o BC precisará divulgar uma carta aberta no começo de janeiro para explicar o estouro da meta.

Considerando as 60 respostas nos últimos cinco dias úteis, a expectativa para o IPCA de 2021 passou de 10,03% para 10,00%. Para 2022, foram feitas 60 atualizações nos últimos cinco dias, com a estimativa variando de 5,02% para 4,98% - dentro do intervalo perseguido pelo BC.

Expectativa do IPCA para 2023

A expectativa para o IPCA em 2023 passou de 3,40% para 3,38%, enquanto, para 2024, a mediana permaneceu em 3,00%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,42% e 3,10%, respectivamente. A meta para 2023 é de inflação de 3,25%, com margem de 1,5 ponto (de 1,75% a 4,75%). Já para 2024 o objetivo é de 3,00%, com margem de 1,5 ponto (de 1,5% para 4,5%).

No comunicado do Copom de outubro, o BC atualizou suas projeções para a inflação com estimativas de 10,2% em 2021, 4,7% em 2022 e 3,2% em 2023. O colegiado elevou a Selic em 1,5 ponto porcentual, para 9,25% ao ano. 

O BC deixou de publicar, no documento do Focus, as projeções sobre o Top 5. Estes dados podem ser consultados no Sistema de Expectativas de Mercado.

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