Economistas seguem apostando em Nelson Barbosa para Ministério da Fazenda

Economistas seguem apostando em Nelson Barbosa para Ministério da Fazenda

Ex-secretário da Fazenda é favorito pela maioria dos economistas entrevistados em segundo levantamento do AE Projeções, da Agência Estado; Henrique Meirelles vem em segundo lugar

Denise Abarca, Maria Regina Silva, Flavio Leonel, O Estado de S. Paulo

14 de novembro de 2014 | 08h46

SÃO PAULO - Economistas do mercado financeiro consultados pelo AE Projeções, da Agência Estado, continuam acreditando que o ex-secretário Executivo do Ministério da Fazenda Nelson Barbosa será o escolhido pela presidente Dilma Rousseff para assumir a pasta no novo mandato, apesar do aumento das especulações em torno do nome do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles. De acordo com informações que circularam na imprensa, Meirelles seria o favorito para o posto, disseram fontes próximas ao governo.

Segundo pesquisa finalizada nesta quinta-feira, 13, com 35 profissionais, 21 responderam Nelson Barbosa à pergunta "Quem será o ministro da Fazenda?". A representatividade é semelhante ao mesmo levantamento realizado na semana passada, que indicou que 21 entre 32 economistas apostavam em Barbosa como o novo ministro.

Nelson Barbosa afirmou que não foi convidado para ser ministro do segundo mandato de Dilma Rousseff, em entrevista exclusiva ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. "Não fui convidado ou sondado para nenhum cargo. Continuo na área de ensino e pesquisa da Eesp-FGV e do Ibre. Portanto, não posso falar sobre algo que não existe", destacou.

Meirelles, com sete respostas, manteve o segundo lugar em que já figurava na semana passada, seguido de perto pelo atual presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que teve seis citações. Na sondagem da semana passada, as opiniões se dividiam entre Barbosa (21) e Meirelles (11).

As pesquisas não consultaram necessariamente os mesmos profissionais - que concordaram em participar desde que tivessem seus nomes preservados -, pois a ideia é apontar a tendência que predomina como um todo nos Departamentos Econômicos.

O nome de Alexandre Tombini nem aparecia na pesquisa da semana passada, mas ganhou um pouco mais de força esta semana após a informação de que ele iria acompanhar Dilma na reunião do G20, na Austrália, numa alteração de agenda de última hora. A presidente só deve anunciar quem será o ministro no retorno da viagem.

Ao contrário do que fizeram dez ministros que colocaram o cargo à disposição de Dilma, Alexandre Tombini não entregou qualquer documento com esse objetivo, segundo a assessoria de imprensa do BC.

Além dos três citados acima, há um economista que acredita que o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, será o escolhido. "O mercado está muito concentrado em Barbosa e Meirelles. Há outros nomes que não podem ser desprezados", disse.

Embora Barbosa siga liderando as apostas, os profissionais mostraram mais dúvidas na hora de responder. Um dos economistas que votaram em Barbosa reconheceu que, nos últimos dias, passou a ficar indeciso sobre se, de fato, este será o nome escolhido. "Está tendo muita especulação e agora passaram a sinalizar que o Barbosa pode ir para o Ministério do Planejamento", contou.

Outro participante da pesquisa confirmou que recentemente cresceu a possibilidade de o ex-presidente do BC assumir o posto na Fazenda. "Por isso, alteramos nossa aposta para o Meirelles, em vez do Barbosa", disse.

Desde sua gestão frente ao Banco Central no governo Lula, quando por vezes divergiu da postura do ministro Guido Mantega, Meirelles é visto como um nome ortodoxo, capaz de conduzir a política econômica de maneira mais autônoma, e ao mesmo tempo com bom trânsito junto à iniciativa privada.

Quem deveria ser o ministro À pergunta "Quem deveria ser o ministro da Fazenda?", o nome de Meirelles, assim como na pesquisa anterior, continuou liderando as preferências entre os economistas, com 14 entre as 35 respostas. O ex-presidente do Banco Central na gestão de Fernando Henrique Cardoso, Armínio Fraga, manteve o segundo lugar em que aparecia no levantamento da semana passada, agora com dez votos. O terceiro desta lista é Alexandre Tombini, com três votos e que não figurava na pesquisa anterior, seguido por Nelson Barbosa, que na semana passada tinha apenas uma citação e agora teve duas.

Com um voto cada ficaram o professor da Universidade de Princeton José Alexandre Scheinkman; o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci; o ex-ministro da Fazenda Delfim Netto; o ex-secretário do Tesouro Joaquim Levy; o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva; e o ex-secretário de Política Econômica da Fazenda Marcos Lisboa. 

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