finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Economistas veem PIB crescendo menos em 2014 e novo ciclo de aperto monetário mais tarde

Após novos sinais de fraqueza do setor varejista no início do terceiro trimestre, economistas de instituições financeiras reduziram a perspectiva para a expansão da economia brasileira neste ano e no próximo, ao mesmo tempo em que passaram a ver o início do ciclo de aperto monetário mais tarde em 2015.

CAMILA MOREIRA, REUTERS

15 de setembro de 2014 | 09h51

Pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira mostrou que a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014 caiu pela 16ª semana seguida, a apenas 0,33 por cento, contra 0,48 por cento na semana anterior.

A expectativa é de alguma recuperação em 2015, mas a estimativa para a expansão foi reduzida a 1,04 por cento, sobre 1,10 por cento.

As vendas no varejo no Brasil recuaram 1,1 por cento em julho sobre o mês anterior, contrariando expectativas de alta e destacando a dificuldade da economia em se recuperar após entrar em recessão no primeiro semestre.

Nesta segunda-feira, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu suas projeções para a economia brasileira e estima expansão de 0,3 por cento neste ano. Para 2015, vê crescimento de 1,4 por cento.

SELIC

Neste cenário de atividade mais fraca, o Focus indicou que os especialistas passaram a ver que um novo ciclo de aperto monetário vai começar mais tarde.

Agora, acreditam que a Selic subirá apenas em julho de 2015, e não mais em março, e que a taxa básica de juros encerre o próximo ano a 11,50 por cento. Até então, a estimativa era de que ela ficasse em 11,63 por cento no período.

Para este ano, foi mantida a expectativa de que a Selic encere nos atuais 11 por cento.

O Top-5 de médio prazo, com as instituições que mais acertam as projeções, vê a Selic a 11 por cento este ano e a 12 por cento no próximo, projeções inalteradas sobre a pesquisa anterior.

Na ata de sua última reunião, o BC reforçou a perspectiva de que a Selic continuará em 11 por cento ao menos até o fim de 2014. Ao mesmo tempo, vê a pressão sobre os preços elevada, mas não mais "resistente".

Os analistas consultados no Focus mantiveram a perspectiva para a alta do IPCA tanto em 2014 quanto em 2015 em 6,29 por cento. Já para os próximos 12 meses, a perspectiva para a inflação foi elevada em 0,04 ponto percentual, a 6,28 por cento.

O Focus mostrou também que os especialistas consultados reduziram suas expectativas para o dólar pela segunda semana seguida. Para 2014, veem a moeda norte-americana encerrando a 2,20 reais (sobre 2,33 reais no levantamento anterior) e para 2015, a 2,45 reais, sobre 2,49 reais.

Na semana passada, o dólar acumulou alta de 4,26 por cento, a maior em um ano, após pesquisas eleitorais mostrarem recuperação da presidente Dilma Rousseff (PT), que tem sido criticada pelo mercado pela condução da atual política econômica, nas intenções de voto.

Tudo o que sabemos sobre:
BACENFOCUS*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.