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André Borges/ Estadão - 19/09/2017
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Ecorodovias e GLP vencem a CCR na disputa pela BR-153

Consórcio ofereceu outorga de R$ 320 milhões pela concessão; contrato de 35 anos prevê aportes de R$ 14 bilhões na rodovia

Renée Pereira, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2021 | 15h12
Atualizado 29 de abril de 2021 | 16h38

O consórcio formado por EcoRodovias e Global Logistic Properties GLP desbancou a CCR no leilão da BR-153/414/080, entre Tocantins e Goiás, realizado nesta quinta-feira, 29. O grupo venceu a concorrente no critério de desempate, com oferta de outorga de R$ 320 milhões - valor que irá para o Tesouro. A CCR, que foi a grande vencedora do leilão dos aeroportos no início do mês, ofereceu R$ 117 milhões. A disputa pelo valor de outorga ocorreu após as duas oferecerem o mesmo valor de pedágio para via simples, de R$ 0,10218 por quilômetro, com desconto máximo de 16,25%.

A concessão terá um prazo de 35 anos, prorrogáveis por mais 5 anos. No total, são 850,7 quilômetros (km) e nove praças de pedágio entre  Anápolis (GO) e Aliança do Tocantins (TO). De acordo com o contrato, o vencedor do leilão terá de injetar R$ 14 bilhões na estrada, sendo R$ 7,8 bilhões em investimentos e R$ 6,2 bilhões em custos operacionais.

O leilão foi o primeiro da Agência Nacional de Transportes Terrestres (Antt) com modelo híbrido. O órgão definiu um desconto máximo de tarifa (de 16,25%) e um critério de desempate de maior outorga, que foi o que definiu o leilão. 

O grupo vencedor terá de fazer a duplicação obrigatória de 623,32 km de estradas, sendo 349,21 km do 3.º ao 10.º ano e outros 274 km entre o 19.º e o 25.º ano, além de faixas adicionais, vias marginais, passarelas de pedestres, iluminação nas travessias urbanas e atendimento 24 horas, entre outras melhorias. 

"Quando um contrato é bem feito, o investidor sente segurança e pode fazer uma boa oferta", diz o diretor executivo da EcoRodovias, Nicolo Caffo, vencedor do leilão. A empresa, controlada pelo grupo italiano Gavio (46,7%) e pela Primav (da CR Almeida, com 22,4%),  já administra 10 concessões rodoviárias em todo o País, sendo o corredor Ayrton Senna/Carvalho Pinto, em São Paulo, uma delas.  

Segundo o executivo da companhia, Marcello Guidotti, a companhia  tem interesse em outras concessões que virão pela frente. Ele citou as licitações da Br-163, Nova Dutra e um lote no Estado do Paraná como ativos que interessam à EcoRodovias. "Todo o programa federal nos atrai."

O ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas comemorou o resultado do leilão e da transferência de 30 ativos para a iniciativa privada apenas neste mês. "Amanhã teremos mais, com o leilão da Cedae." No total, 70 ativos foram concedidos desde o início do governo Bolsonaro, somando R$ 85 bilhões de investimentos, afirmou o ministro. 

A concessão leiloada nesta quinta-feira foi cassada em 2017 pela ANTT por descumprimento de contrato. A rodovia estava sob administração do grupo Galvão Engenharia, que não conseguiu fazer as obras previstas no contrato. Alvo da Operação Lava Jato, a Galvão entrou em recuperação judicial e não conseguiu avançar com os planos de investir quase R$ 7 bilhões na duplicação da rodovia.

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