Edmundo Silva responsabiliza dirigentes do Flamengo por denúncias

O ex-presidente do Flamengo Edmundo dos Santos Silva, detido no último dia 30 como um dos suspeitos de integrar uma quadrilha que teria cancelado débitos de empresas com a Receita Federal, afirmou nesta quarta-feira que dirigentes do clube seriam responsáveis pelas denúncias que resultaram na operação da Polícia Federal em seu escritório. O atual presidente do Flamengo, Hélio Ferraz, atribuiu a acusação ao "momento difícil vivido por Silva" e disse que não iria "botar mais lenha na fogueira".Edmundo, que admitiu ter dívida de cerca de R$ 600 mil com a Receita, afirmou que vai processar "pelo menos dez pessoas" por danos morais. "Fui julgado e condenado antecipadamente. E, literalmente, a minha vida chegou ao Ponto Zero (nome do presídio em que ficou por três dias, cumprindo mandado de prisão temporária)", disse. "Fui taxado de ladrão e vagabundo, de chefe de quadrilha, coisa que não sou. Depois da execração pública da CPI do Futebol e do impeachment do Flamengo, agora vem essa. Por algum motivo incomodei pessoas. Me coloco à disposição da PF, da Justiça e do Ministério Público. Sou o maior interessado em descobrir o que houve."Edmundo Silva afirmou que os documentos apreendidos pela PF em seu escritório pertencem à empresa Benefit Administração e Consultoria, que, segundo ele, hoje tem sede em Brasília. "Não sou mais sócio dessa empresa há dois anos, mas permaneço no contrato social porque ela está no Refis e eu sou fiel depositário." Ele disse que já teve BMW e afirma que hoje não tem carro nem dinheiro para pagar o advogado que contratou. Anunciou também que vai devolver ao Flamengo o título de sócio emérito que recebeu em 1999.

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