Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

‘Efeito alento’ deve puxar desemprego

Aumento da procura por trabalho deverá superar o número de vagas criadas

Entrevista com

Fábio Romão, economista da LCA Consultores

Márcia De Chiara, O Estado de S.Paulo

17 de março de 2017 | 05h00

Apesar da melhora gradual, com o saldo positivo na geração de empregos em fevereiro pelo Caged, o economista da LCA Consultores, Fábio Romão, diz que a taxa de desemprego deve continuar crescendo. “O que importa para a redução do desemprego é ter um saldo líquido positivo nas contratações e suficiente para absorver o crescimento da força de trabalho”.

Por que o sr. diz que a taxa de desemprego deve continuar subindo?

Ao mesmo tempo que teremos um crescimento da renda e uma recuperação da ocupação, o desemprego vai continuar aumentando porque a força de trabalho vai crescer com mais intensidade. As pessoas vão perceber que a empregabilidade melhorou e, principalmente, a renda. Com isso, mais gente sairá à procura de trabalho. O desemprego vai continuar subindo por causa do “efeito alento”.

Há sinais de “brotos verdes” no mercado de trabalho?

Parece que sim. Demoraram a aparecer, mas ainda são brotinhos. É um sinal de que está começando a mudar o quadro do mercado de trabalho. Claro que há a ressalva da taxa de desemprego. Se o farol for só esse, vamos ficar em depressão. Temos de olhar para o emprego e para a renda. 

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