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Efeito da crise externa no País é pequeno, diz Pastore

O ex-presidente do Banco Central Affonso Celso Pastore afirmou que os efeitos da crise financeira internacional sobre a economia brasileira são pequenos, embora os impactos sobre os preços de alguns ativos são imensos especialmente no mercado de ações que está integrado com as bolsas de valores internacionais.Segundo ele, na atual crise, o Brasil tem um balanço de pagamentos bem mais sólido. Em 2002, o País apresentava um déficit de transações correntes próximo de US$ 20 bilhões, enquanto as amortizações das dívidas externas privada e pública em um ano era pouco superior a US$ 40 bilhões. Além disso, as reservas cambiais estavam perto de US$ 30 bilhões. Em 2007, por outro lado, o Brasil tem um saldo positivo das contas correntes ao redor de US$ 11 bilhões, enquanto as amortizações das dívidas externas pública e privada são um pouco superiores a US$ 20 bilhões.Na crise de confiança em 2002, o índice Embi-Brasil, que avalia o Risco País, superou dois mil pontos, enquanto na atual crise do crédito, o indicador ficou ligeiramente acima de 200 pontos. Ele afirmou que embora o Brasil tenha uma necessidade de recursos internacionais um pouco menor que o montante de US$ 10 bilhões, as reservas internacionais já superaram US$ 161 bilhões, o que indica que as chances de o País sofrer problemas de liquidez externa são praticamente nulas. "Os melhores fundamentos macroeconômicos não permitiram grandes flutuações dos prêmios de risco e do câmbio, mas, por outro lado, não evitaram que os valores das ações das empresas registrassem forte volatilidade como ocorreu nos demais países", disse.IntegraçãoPastore destacou que a integração dos mercados de capitais do Brasil e dos principais países do mundo é um fator benéfico para a economia nacional, pois há forte ingresso de recursos financeiros que vêm permitindo a criação de alternativas de financiamento para as companhias que não eram tão grandes no passado. Ele ressaltou, por exemplo, que hoje o País desfruta de um grande número de lançamentos de oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).O ex-presidente do Banco Central fez essas declarações durante palestra do I Fórum de Mercado de Capitais, que ocorre na sede da Bolsa de Valores, em São Paulo.

RICARDO LEOPOLDO, Agencia Estado

05 de setembro de 2007 | 12h09

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