Efeito do compulsório depende de recuo da Selic, diz ex-diretor do BC

A redução do compulsório ? parcela de recursos que os bancos devem recolher ao Banco Central ? de 60% para 45%, divulgada hoje pelo Banco Central, terá um efeito gradual sobre o spread bancário e deverá resultar em recuperação da economia apenas a partir do final deste ano, segundo avalia o ex-diretor de política monetária do BC e economista do Ibmec, Carlos Thadeu de Freitas. Para ele, os impactos da queda do compulsório estarão estritamente vinculados à trajetória de redução da Selic, a taxa básica de juros da economia. O economista disse que a queda do compulsório ocorreu "meio tarde", mas que mostra uma "correção de erro" do Banco Central. Ele acredita que o spread bancário ? diferença entre os juros para captaçào de recursos junto aos investidores e as taxas cobradas nos empréstimos ? cairá de acordo com o aumento da demanda de crédito, que ocorrerá no último trimestre. Para acelerar os efeitos da medida anunciada hoje, Thadeu de Freitas sugere que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduza a Selic em pelo menos 2,5 pontos na reunião deste mês ? atualmente a Selic está em 24,5% ao ano. "Há espaço para isso, as expectativas de inflação são convergentes e possibilitam redução mais rápida do prêmio do juros real", disse.

Agencia Estado,

08 de agosto de 2003 | 16h31

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