Efeito OGX afeta fundos indexados ao Ibovespa

Não são só os investidores que possuem diretamente ações das companhias de capital aberto de Eike Batista que estão sofrendo com as oscilações do mercado. Os fundos indexados ao Ibovespa - que têm de replicar a composição do principal termômetro do mercado acionário brasileiro - perderam 25,43% entre janeiro e 2 de julho, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O patrimônio desses fundos é de R$ 1,7 bilhão. Para efeito de comparação, a Bolsa recuou 25,83% em 2013, até a sexta-feira.

O Estado de S.Paulo

07 de julho de 2013 | 02h10

Nos últimos meses, apesar da forte desvalorização, os papéis das companhias de Eike ganharam maior peso no índice por causa do forte volume de negócios - uma empresa que tem um papel muito barato tende a ter mais negócios do que a companhia com papel mais caro. No balanceamento que vale até agosto, a OGX tem peso de 5,081% no índice, a MMX de 1,067% e a LLX de 0,586%.

Na quinta-feira, no Rio, o presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, afirmou que há um grupo na bolsa estudando uma reformulação do Ibovespa. Edemir descartou uma mudança radical do índice.

Saída. Nesse cenário de turbulência, não há muito segredo para quem está perdendo dinheiro tanto em fundos como no mercado acionário. "Sair precipitadamente é bobagem. A gente sempre perde dinheiro quando toma uma decisão emocional", afirma Ricardo Rocha, professor de finanças do Insper.

Antes de investir, o que ainda vale é a boa pesquisa. "É preciso gastar mais tempo para fazer o garimpo atrás de boas empresas", diz Rocha. "O mundo não vai acabar e ainda existem boas empresas."/ L.G.G.

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