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Efeitos da política cambial e de apoio ao BNDES na dívida pública

Mais reservas

, O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2011 | 00h00

Para evitar a apreciação do câmbio, o Banco Central compra dólares no mercado e aumenta o volume de reservas internacionais do País

Efeito nos CDIs

Ao comprar reservas, o BC injeta reais no mercado e aumenta a liquidez. Com mais dinheiro circulando, caem as taxas de juros dos CDIs, papéis que os bancos utilizam para emprestar entre si. As taxas dos CDIs são a base dos bancos para calcular os custos dos empréstimos para consumidores e empresas

A esterilização

Para evitar uma queda excessiva dos CDIs e o descolamento com a taxa Selic (taxa básica da economia fixada pelo Copom), o BC é obrigado a esterilizar a liquidez do mercado

Operações compromissadas

Essa esterilização é feita a partir de operações compromissadas. Para retirar o dinheiro de circulação, o BC vende títulos do Tesouro que estão na sua carteira, e, ao mesmo tempo, assume o compromisso de recomprar esse papel dentro de um prazo, pagando Selic

Impacto na dívida

Logo, independente de que título o BC tenha ofertado ao mercado, os juros das operações compromissadas serão a Selic do período. Na prática, as operações compromissadas aumentam a dívida do governo que é paga com base na taxa Selic média do período. Ou seja, elevam o porcentual de dívida flutuante, de curto prazo

O BNDES

O efeito das operações do BNDES é parecido. Turbinado por empréstimos do Tesouro, o BNDES dá crédito vultosos para as empresas, aumentando o dinheiro disponível na economia. E, de novo, o BC é obrigado a esterilizar a liquidez a partir de operações compromissadas, aumentando a dívida flutuante

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