Eficiência da Varig despenca e é a pior da aviação em junho

Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apontam que a eficiência operacional da Varig nos vôos domésticos despencou em junho e foi a pior da aviação comercial no período. O índice caiu de 55% em maio para 42% no mês passado. Este número é uma combinação dos cálculos de regularidade e pontualidade.O índice de regularidade mede a proporção das etapas de vôo previstas e efetivamente realizadas - ou seja, aponta a quantidade de cancelamentos. Neste quesito, o índice da Varig caiu de 62% para 51% no período. A pontualidade indica as etapas de vôo realizadas dentro dos horários previstos. Neste setor, a empresa teve uma pequena piora, passando de 89% para 82%.Na média, o desempenho das empresas aéreas como um todo piorou nos vôos nacionais, já que o índice de eficiência operacional foi de 84% em maio e de 80% em junho. O índice eficiência da Gol caiu de 94% para 91% no período. O da TAM recuou de 94% para 91%. Os dados da BRA não foram computados.A regularidade da Gol no transporte doméstico foi de 93% em junho, uma queda de três pontos frente a maio. A pontualidade ficou estável em 98%. A regularidade da TAM foi de 94% em junho, um ponto abaixo do mês anterior. O seu índice de pontualidade piorou de 97% em maio para 96% em junho.CrisePor conta da crise, na última terça-feira a Varig anunciou que manterá a suspensão de algumas de suas rotas até o dia 18 - quando deve ser realizado o leilão da companhia. Essa medida foi iniciada em 21 de junho.Pela regra da Anac, uma vez que determinada companhia não realiza um trajeto de vôo por um período superior a 30 dias, acaba perdendo a concessão da rota. Porém, segundo explicou a agência, a Varig não se enquadrada nessa determinação, tendo em vista que a empresa está em um processo de recuperação judicial e solicitou à Anac um plano de emergência para continuar operando. Novo leilão A Justiça do Rio de Janeiro aprovou nesta terça a única proposta de compra da Varig feita pela sua ex-subsidiária de logística e transporte de cargas, VarigLog. Depois de uma reunião de quase sete horas, o juiz Luiz Roberto Ayoub, responsável pela recuperação judicial da companhia, marcou uma assembléia de credores para o dia 17 de julho. Nessa assembléia será votada a oferta de cerca de US$ 500 milhões pela companhia aérea, para que ela possa ser levada a leilão no dia seguinte, 18 de julho. O preço mínimo da Varig no leilão, que era de R$ 277 milhões, foi reduzido a R$ 52,8 milhões (o equivalente a US$ 24 milhões).O valor foi reduzido porque algumas garantias de receita que a VarigLog previa para a Varig antiga, como fretamento de aviões e aluguel de imóveis, foram retiradas do cálculo e passaram a ser obrigações do futuro comprador. O valor mínimo corresponde ao ressarcimento da quantia que a VarigLog se dispôs a emprestar para a ex-controladora até a realização do novo leilão.Na segunda-feira, foi feito o 11º depósito, cujo valor não foi divulgado. A Varig, no entanto, depositou para a Infraero R$ 175 mil para o pagamento de taxas aeroportuárias. Até sexta-feira, foram desembolsados US$ 11 milhões para pagamento de despesas como combustível, arrendamento de aviões e taxas aeroportuárias. "A minha avaliação (sobre a proposta) é extremamente positiva porque estamos garantindo a continuidade da Varig", afirmou o presidente da empresa, Marcelo Bottini.

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