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A formação do médico psiquiatra se dá depois de o estudante cursar seis anos de medicina e mais três anos de residência ou especialização em psiquiatria. "O programa é exatamente o mesmo para os dois casos, a diferença é que ao final desse período o aluno de especialização precisa passar por uma prova de título na Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP)", afirma o diretor técnico do Centro de Atenção Integrada à Saúde Mental da Santa Casa de São Paulo, Quirino Cordeiro Júnior(foto abaixo).

CRIS OLIVETTE, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2013 | 02h08

Segundo Cordeiro Júnior, o treinamento em psiquiatria da Santa Casa oferece 22 vagas por ano, totalizando 66 vagas no decorrer dos três anos de formação. "Temos o maior programa voltado a formação de psiquiatras do Brasil", ressalta.

O professor afirma que o curso tem por objetivo formar um clínico capaz de trabalhar nas mais diversas áreas da psiquiatria. "Ele pode atuar tanto em hospital geral, pronto atendimento psiquiátrico, serviços de internação, ambulatório e hospital dia, como nos Centros de Atenção Psicossociais (Caps). Esse profissional pode exercer a sua atividade empregando tanto a abordagem farmacológica como a psicoterápica", acrescenta.

Cordeiro Júnior diz que a residência ou especialização podem ser consideradas como um grande treinamento em psiquiatria, porque o estágio prático acontece do primeiro ao último dia do curso. "Mas o aluno também cumpre uma carga teórica com aulas e passa por provas."

Segundo ele, formar o profissional voltado para a área de assistência é a preocupação maior da instituição. "Mas também temos como objetivo fazê-lo participar de pesquisa. Tanto que, no último ano, os alunos apresentam monografia de uma pesquisa cientifica feita sob supervisão dos professores do departamento."

Estagiária. Aos 27 anos, Ana Cláudia Melles Cassinelli, está no terceiro ano da residência em psiquiatria da Santa Casa. Ela conta que se apaixonou pela especialidade quando estava no quarto ano de medicina.

"O que eu mais gostava era o contato com o paciente. Gostava de conversar e entender o que ele estava sentindo" diz a estudante.

No momento, Ana Cláudia faz estágio de interconsulta. "Nesse trabalho, ocorre a interface da psiquiatria com outras áreas do hospital geral. Minha função é atender pacientes que estão internados e apresentam alguma urgência psiquiátrica. Faço a avaliação e recomendo os procedimentos que devem ser adotados."

A médica afirma que duas áreas chamam sua atenção no momento. Uma delas é a de cuidados paliativos. "No tratamento paliativo, o profissional cuida de pacientes em estado terminal. Para a psiquiatria, é um prato cheio, porque a família fica fragilizada e é difícil para o paciente aceitar a doença."

A outra área que atrai a médica é a de neuroendócrino imuno psiquiatria. "Acho muito interessante essa interface entre a imunologia e a psiquiatria. Pode ser que eu siga essa área para fazer mestrado e doutorado." Depois de formada, ela quer fazer mestrado, doutorado e conciliar a carreira acadêmica com atendimento no consultório.

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