EIA prevê preço médio do barril de petróleo a US$ 94

A Agência de Informações em Energia do Departamento de Estado americano (EIA, na sigla em inglês) elevou sua projeção de preços do petróleo para este ano. Segundo o documento Previsões Energéticas de Curto Prazo, divulgado hoje, a EIA agora espera uma cotação média de US$ 94 por barril em 2008, contra os US$ 86 projetados em fevereiro. Para março, a agência trabalha com uma cotação média de US$ 102 por barril ao longo do mês.A revisão foi provocada pela manutenção do "aperto" entre oferta e demanda neste início de ano, reflexo da baixa capacidade de aumento da produção aliada a preocupações com conflitos em países exportadores. A EIA mantém expectativas de que o mercado terá algum alívio até o fim do ano, principalmente por conta do aumento da produção brasileira. Mas já vê um potencial menor de crescimento da oferta.Apesar de o petróleo negociado em Nova York estar próximo dos US$ 110, a agência acredita que haverá alguma queda nos preços dos contratos futuros na segunda quinzena deste mês, levando a cotação média a US$ 102 por barril. Isso porque parte da alta atual ainda reflete crises geopolíticas recentes, como a invasão do Norte do Iraque pela Turquia, ataques rebeldes na Nigéria e a ameaça venezuelana de suspender as exportações para os Estados Unidos.ProduçãoOs especialistas da EIA avaliam que o aumento da produção este ano chegará a 1,9 milhão de barris por dia. O volume adicional projetado para países não participantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), caiu de 900 mil para 700 mil barris por dia, metade dos quais serão produzidos no Brasil. "Essa mudança representa uma revisão em cronogramas e a reavaliação das taxas de declínio dos campos existentes", diz o documento. Já os países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) devem contribuir com um volume adicional de 1,2 milhão de barris por dia.ConsumoA EIA voltou a reduzir as projeções para o crescimento do consumo de petróleo este ano, a exemplo do relatório divulgado em fevereiro. Agora, a agência prevê uma alta de 1,3 milhão de barris por dia, 100 mil barris a menos do que o estimado no mês passado, por conta dos preços em alta e dos "crescentes riscos de retração econômica global". Nos Estados Unidos, pode haver queda de 90 mil barris por dia, cerca de metade dos quais devido ao aumento no consumo de álcool combustível.

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