Eike Batista marca mais um 'X' na Bolsa brasileira

CCX, produtora de carvão mineral derivada da MPX, estreou ontem

ALINE BRONZATI, O Estado de S.Paulo

26 Maio 2012 | 03h07

O empresário Eike Batista colocou ontem mais uma empresa na Bolsa de Valores de São Paulo: a CCX, mineradora de carvão mineral. A empresa é resultado da cisão dos ativos de carvão da MPX, a companhia de mineração do grupo, na Colômbia. As ações foram listadas no Novo Mercado, segmento que exige padrões de governança corporativa mais elevados.

Na cerimônia de lançamento, o empresário informou ter contratado o banco Morgan Stanley para assessorar a CCX em uma venda estratégica de 30% da empresa. "Queremos captar recursos para a CCX por meio dessa venda estratégica", explicou. Os papéis da CCX iniciaram o pregão cotados a R$ 8,50, e fecharam o dia quase estáveis (alta de 0,12%), cotados a R$ 8,51.

Eike também disse que pretende captar mais US$ 500 milhões para a holding EBX, que deverá ter novos sócios em breve.

O empresário diz que já foram investidos US$ 300 milhões na jazida da CCX na Colômbia. O projeto de mineração de carvão da CCX deverá consumir investimentos da ordem de US$ 4 bilhões até o início da operação, previsto para 2017.

Depois disso, a empresa planeja continuar investindo até alcançar o patamar de US$ 5,5 bilhões, chegando à capacidade máxima de produção no ano de 2024.

A CCX também planeja listar suas ações na Bolsa de Valores de Bogotá. Eike Batista diz que o lançamento depende de trâmites jurídicos

Além da CCX, o Grupo EBX tem outras cinco empresas negociadas na bolsa brasileira: MMX (mineração), OSX (indústria naval), LLX (logística), MPX (energia) e OGX (óleo e gás), que juntas já captaram US$ 12 bilhões na BM&FBovespa.

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