Eike Batista quer participar de exploração de urânio no País

Segundo presidente do grupo EBX, já há estudos feitos pelo governo para abrir mercado à iniciativa privada

Kelly Lima, da Agência Estado,

10 de setembro de 2007 | 16h26

O presidente do grupo EBX, Eike Batista, afirmou nesta segunda-feira, 10, que tem interesse em participar da exploração de urânio no Brasil, seja em parceria com o governo ou investimento privado individual. Segundo ele, já existem estudos feitos pelo governo para abrir este mercado à iniciativa privada.  Hoje, a exploração do urânio é monopólio do Indústrias Nucleares do Brasil (INB). "O Brasil está entre as quatro maiores reservas do mundo desse minério e tem que explorar isso, tem que deixar o investidor monetizar essas reservas", disse Batista em entrevista após deixar o seminário Novos investimentos - o Rio respira negócio$, realizado nesta segunda na sede da Federação das Indústrias do Rio (Firjan). Na opinião do empresário, o fato de o Brasil já dominar o ciclo completo da produção da cadeia nuclear, desde a extração do urânio até o enriquecimento do produto, utilizado como combustível das usinas nucleares, justifica a entrada de empresas privadas no negócio. "O futuro do país está na construção de ovas usinas. Essa aprovação para dar continuidade à Angra 3 já demonstra um mercado potencial para mais urânio do que o volume explorado hoje", comentou.  Indagado sobre os problemas ambientais envolvidos no processo de implementação de uma usina nuclear, e a dificuldade para descartar os resíduos dessas plantas, Eike Batista minimizou brincando com os jornalistas: "Não há problema algum com isso. A gente manda tudo para a lua, ou enterra numa montanha no meio do Brasil". No seminário, o empresário falou também sobre o Complexo do Porto do Açu. De acordo com ele, o projeto terá uma usina termelétrica que irá, em uma primeira fase, ter capacidade instalada de 1,4 mil MW, enquanto na segunda fase, a unidade irá gerar mais 4 mil MW.

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