Eike desiste de fechar capital da CCX e ação desaba na Bolsa

Operação previa troca de ações da CCX por papéis de outras empresas do grupo EBX; mercado em baixa motivou decisão

O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2013 | 02h10

A piora das condições do mercado levou o empresário Eike Batista a desistir da oferta pública de ações da CCX, companhia de carvão do grupo EBX. Em fato relevante enviado ao mercado ontem, a CCX diz ter recebido comunicado de Eike, controlador da companhia, que menciona a desistência e o "cenário de crescente deterioração das condições do mercado acionário brasileiro, inclusive quanto à CCX e demais companhias envolvidas na oferta".

O mercado financeiro reagiu mal ao anúncio. As ações da CCX caíram 8,57% no pregão de ontem e fecharam cotadas a R$ 1,28. No mês, o papel da empresa de carvão de Eike acumula perdas de 67%, seguindo um movimento de deterioração de valor que também ocorre nas demais empresas do grupo.

O negócio para fechar o capital da CCX previa que os acionistas minoritários receberiam papéis de outras empresas do grupo EBX na bolsa, como a LLX, logística, a mineradora MMX, a MPX (energia), OSX (estaleiros) e a petrolífera OGX.

A data da oferta pública de ações (OPA) foi mudada três vezes desde a divulgação do edital pela primeira vez, em abril. Na terça-feira, havia sido estabelecida para 31 de julho.

O executivo pode reavaliar a realização da oferta mediante a melhora das condições básicas de mercado, adicionou o documento.

Avaliação. Em fevereiro, o laudo de avaliação para o fechamento de capital da CCX indicou preço por ação abaixo do valor máximo indicado por Eike, que mesmo assim manteria sua decisão pela oferta para a operação.

O movimento de Eike para fechar o capital da CCX seguiu uma tentativa frustrada de uma operação semelhante pela LLX, empresa de logística do grupo, em setembro de 2012. O empresário desistiu da OPA após um laudo de avaliação ter sugerido preço acima do que ele oferecera.

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