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Eike quer vender gás para a Vale no Maranhão

O empresário Eike Batista pretende entrar no mercado de fertilizantes como fornecedor de gás, por meio de sua empresa de petróleo, a OGX, e citou a Vale como uma possível cliente. O empresário espera vender o insumo como matéria-prima para a indústria a US$ 5 por milhão de BTU. Usará a produção do campo que explora na Bacia do Parnaíba, no Maranhão, onde já declarou ter descoberto "meia Bolívia" de gás.

DANIELA AMORIM / RIO, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2011 | 06h09

"A Vale pode precisar de gás para industrializar alguns minérios, gerando energia. Mas o gás pode ser usado também para fazer fertilizantes, amônia", declarou Eike, depois de participar, no Rio, Encontro Econômico Brasil-Alemanha. "É uma dedução óbvia, já que se descobriu tanto gás. Se você tem preço adequado, você induz vários negócios."

A província do Maranhão, descoberta no ano passado, tem potencial de reservas entre 280 bilhões e 420 bilhões de m³ de gás. As reservas provadas bolivianas equivalem a 560 bilhões de m³.

Durante o evento, o presidente do Brazil Board, Stefan Zoller, informou que Eike Batista esteve reunido no último sábado com uma delegação de representantes das 1,2 mil empresas alemãs instaladas no Brasil. Segundo ele, o objetivo era captar parceiros para os investimentos do grupo EBX no País.

"Estivemos em uma delegação com o Eike para saber com quais de suas empresas é possível ter uma maior cooperação e chegamos a uma conclusão completa do que é possível fazer no futuro", disse Zoller, sem citar quais empreendimentos estariam na mira dos alemães.

Mais cedo, Eike falou que torce para que a Fraport, empresa alemã que administra o aeroporto de Lima, ganhe a concessão para administrar um dos aeroportos brasileiros. A companhia alemã convidou o empresário para se unir a ela na rodada de licitações, mas Eike não informou se aceitou o convite - disse que há apenas uma conversa informal.

Durante o evento, Eike conclamou os empresários alemães a investirem no Brasil, instalando indústrias nas cercanias do Porto do Açu, um de seus maiores empreendimentos. "O Porto do Açu permite a vocês entrarem no Brasil por um porto do jeito que vocês conhecem, com segurança energética, com possibilidade de ter energia 30% mais barata", assinalou.

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