Elas na liderança – desde cedo
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Elas na liderança – desde cedo

Com intuito de levar impacto positivo a meninas de regiões vulneráveis do País, ONG humanitária investe em ações de proteção aos direitos de crianças e adolescentes

Plan International Brasil, Estadão Blue Studio
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10 de junho de 2021 | 11h21

Quem escuta a jovem Julia Rebeca defender os direitos das meninas inspira-se logo de início com a potência de seus argumentos. Aos 18 anos de idade, a maranhense de São Luís já atuou como governadora por um dia em seu estado e atualmente vem conquistando espaços pouco acessíveis às jovens de sua região, enquanto luta para que outras possam ter a mesma oportunidade.

Moradora da zona rural e formada na rede pública de ensino, Julia tem como princípio romper com o padrão social que leva muitas meninas de sua comunidade à gravidez e ao casamento precoces – um cenário que afeta 65 a cada mil adolescentes no Nordeste, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Não à toa, ela dedica seus momentos de fala para defender o direito à infância e, desde o ano passado, representa outros jovens no comitê de participação do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda).

A eloquência de Julia ao falar de temas tão complexos em nada se assemelha à timidez que a dominava quatro anos atrás. “Eu sempre fui uma menina tímida, nunca consegui expor tudo o que eu pensava do jeito que eu queria. Eu nunca pensei que um dia seria capaz de inspirar alguém”, conta.

A força para a mudança nasceu com a participação na Escola de Liderança para Meninas e em outros projetos da organização humanitária Plan International criados para disseminar habilidades de liderança e conhecimentos sobre direitos humanos, igualdade de gênero e estímulo à atuação cidadã nos estados do Maranhão, Piauí, Bahia e São Paulo.

Presente no Brasil desde 1997, a organização não governamental (ONG) atua mundialmente há 84 anos com o intuito de promover o protagonismo das crianças, adolescentes e jovens, especialmente meninas, por meio de seus programas de mobilização social. Atualmente, alcança mais de 14 mil brasileiros em diferentes projetos e em ações que viabilizam educação e condições de subsistência em comunidades sem acesso a recursos essenciais.

Para Julia, a participação nos programas da organização representou um novo patamar em sua vida. Hoje, além da atuação social e do recém-iniciado curso em pedagogia, ela também cuida das finanças de um empreendimento que criou com a família, no qual usa os conhecimentos que adquiriu no programa Geração da Plan, voltado à educação financeira. “Uma coisa que aprendi nesse processo é que um mundo bom para as meninas é um mundo bom para as outras pessoas. Quando a gente faz com que as meninas tenham seus direitos garantidos, a gente torna o processo melhor e mais fácil para todos”, diz.

VOZES EM EXPANSÃO

Assim como aconteceu com Julia, o incentivo recebido na Escola de Liderança também motivou a estudante Luiza, de 18 anos, a buscar novos espaços de representatividade. Após conhecer o programa por meio do Instituto Federal do Maranhão, onde cursa o ensino médio, ela começou a atuar mais ativamente junto ao movimento estudantil e, em 2020, juntou-se a outras jovens em uma candidatura coletiva para uma vaga na Câmara Municipal de São  Luís.Com intuito de levar impacto positivo a meninas de regiões vulneráveis do País, ONG humanitária investe em ações de proteção aos direitos de crianças e adolescentes

Embora não tenha sido eleito, o grupo cumpriu um papel de representatividade feminina nas eleições, especialmente considerando um cenário no qual apenas 16% dos vereadores eleitos são mulheres. “Antes eu não falava sobre política e dedicava minha vida apenas a estudar e jogar vôlei. Não falava porque eu não via ninguém debatendo sobre isso. Pelo contrário: quando eu tocava no assunto na escola, era cortada”, relembra. Ela destaca que a participação no movimento da Plan abriu caminho para um novo modo de pensar sobre seu papel na sociedade. “Eu percebi que tudo bem eu ser uma menina e falar de política, que eu não precisava ser uma mulher adulta. Isso não é ensinado para a gente, então era um espaço em que eu nunca me senti à vontade para estar. Mas eu aprendi que precisamos ocupar os espaços e colocar as meninas no máximo de lugares possível, seja no grêmio estudantil, na Câmara de Vereadores ou na associação de moradores do bairro.”

Para dar mais escala a essa proposta, a Plan criou a Rede Meninas Líderes, que tem o objetivode formar jovens multiplicadoras para levar os projetos a suas comunidades. Desse modo, jovens como Julia e Luiza poderão oferecer os projetos tanto para suas redes locais quanto para meninas de outros estados. “Com apenas 17 anos, eu vi que eu poderia ser o que eu quisesse ser e estar onde eu queria estar, e eu fui empoderada para isso. A Plan não só me incentivou a sonhar como possibilitou isso, me deu condições e estrutura. Espero que outras meninas se inspirem nessa minha atuação”, completa Luiza.

FRENTES DE ATUAÇÃO

De acordo com Cynthia Betti, diretora-executiva da Plan, as propostas criadas para despertar a habilidade de liderança junto às meninas são apenas alguns dos exemplos de ações realizadas pela organização para incentivar o empoderamento desde a infância.“Divididos em quatro pilares – progredir, decidir, liderar e aprender –, os projetos de atuação da Plan abrangem desde a proteção infantil até a prevenção de violências, passando por questões como infraestrutura básica, saúde menstrual, educação financeira e empoderamento feminino”, explica.

A ONG também realiza o apadrinhamento de crianças, uma ação que faz o vínculo direto entre doadores e mais de 14,7 mil beneficiados em quatro estados brasileiros. Somando todos os países onde é realizado, o projeto já chegou a mais de 1,4 milhão de indivíduos. “Com as doações, realizamos diversos projetos nas comunidades, que favorecem não apenas quem é apadrinhado, mas também suas famílias”, diz a diretora.

Concomitantemente a esses projetos, a organização busca combater a exploração sexual infantil por meio de ações de advocacy e treinamento de proteção junto a membros dos conselhos tutelares, centros de referência em assistência social, escolas, centros de apoio psicossocial e famílias de crianças vítimas ou em risco de exploração sexual.

Graças à ampla atuação, a Plan vem conseguindo o apoio de embaixadoras conhecidas nacionalmente, como as jornalistas Ana Paula Padrão, Astrid Fontenelle e Joyce Ribeiro, a atriz Thainá Duarte e a consultora Neivia Justa. Além disso, também lançou ações em parceria com empresas como AstraZeneca, The Body Shop, Credit Suisse, Norma Group, Jonhson & Johnson e Kimberly Clark, e em 2020 foi eleita uma das cem melhores ONGs do País.

Faça parte da mudança!

Acesse o link https://ficha.doeplan.org.br/doe_siteplan/single_step e doe para os projetos da Plan International Brasil.

 

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