Eleições não influem nas negociações sobre gás boliviano

O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, avaliou nesta quarta-feira como "positiva" a decisão do governo de conceder financiamentos à Bolívia, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), para aquisição de equipamentos fabricados no Brasil. "São países amigos, e existe um processo de cooperação que não foi alterado por um assunto empresarial, como é a negociação do preço do gás", disse Rondeau, referindo-se às negociações entre as estatais Petrobrás e Yacimientos Petrolíferos y Fiscales Bolivianos.Rondeau reiterou que os bolivianos ainda não fizeram proposta formal sobre ao preço que querem cobrar do Brasil pelo gás que lhe fornecem. As negociações sobre um reajuste extraordinário no contrato de compra de gás foram abertas em 29 de junho, por solicitação do governo boliviano. Pela imprensa, membros do governo do país vizinho têm dito que querem elevar o preço do gás dos atuais cerca de US$ 4 por milhão de BTU para aproximadamente US$ 8 por milhão de BTU (unidade de medida do produto).Sobre declarações do ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Andrés Soliz Rada, de que o Brasil estaria endurecendo as negociações em função das eleições de outubro, Rondeau limitou-se a dizer que esta é uma opinião "absolutamente dele" e reforçou que não há relação entre o clima das negociações e as eleições no Brasil.Rondeau deu rápida entrevista ao sair de um encontro com o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), com o qual conversou sobre a ida do parlamentar à China, proximamente. O ministro disse que foi ao gabinete de Rebelo para lhe levar informações atualizadas sobre a cooperação energética entre os dois países.ANP O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, disse nesta quarta-feira que investidores americanos com os quais se avistou na última segunda-feira lhe manifestaram interesse em participar da 8ª rodada de licitações de blocos de exploração de petróleo, a ser promovida ainda este ano pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). Rondeau relatou também que, em reunião na Câmara Americana de Comércio, os investidores se mostraram satisfeitos com seus investimentos no Brasil.Durante a viagem, ainda conforme seu relato, Rondeau acertou com o secretário de Energia dos Estados Unidos, Samuel Bodman, a realização, em setembro ou outubro próximo, de um workshop para empresários e investidores internacionais sobre etanol. O ministro disse que, no encontro com Bodman, este fez elogios ao programa brasileiro de biocombustíveis. Este texto foi atualizado às 12h58.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.