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Eleitores 'deveriam abandonar' Dilma e eleger Aécio, afirma revista 'The Economist'

A revista diz que ocorreram realizações sociais no governo Dilma, 'conquistas reais', mas destaca que as falhas são maiores, embora menos palpáveis, tanto economicamente quanto politicamente

Stefânia Akel, O Estado de S. Paulo

16 de outubro de 2014 | 11h49

Em editorial publicado nesta quinta-feira, 16, em sua edição impressa, a revista britânica The Economist defendeu a eleição do candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, e afirmou que seu desafio se tornou mais difícil em uma campanha "marcada pela tragédia" e "dramática como uma telenovela brasileira". A revista afirmou que os eleitores "deveriam abandonar" Dilma e eleger Aécio.

Segundo a revista, quando Dilma Rousseff (PT) foi eleita, em 2010, o Brasil parecia prestes a aproveitar todo o seu potencial, mas, na gestão petista, a economia se estagnou e o progresso social desacelerou. "Excluindo a Rússia, atingida por sanções, o Brasil tem de longe o pior desempenho dos Brics", diz a publicação, referindo-se ao grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

O editorial diz ainda que Dilma continua sendo a favorita para vencer o pleito. "Isso ocorre principalmente porque os brasileiros ainda não sentiram o arrepio econômico em suas vidas - apesar de que, em breve, sentirão", afirma a revista, argumentando ser "vital" que Aécio seja bem-sucedido e realize reformas que "vão beneficiar em vez de prejudicar" os brasileiros.

A revista diz que ocorreram realizações sociais no governo Dilma, "conquistas reais", mas destaca que as falhas são maiores, embora menos palpáveis, tanto economicamente quanto politicamente, e argumenta que o País está tendo mais dificuldades do que seus vizinhos da América Latina. "As constantes interferências de Dilma nas políticas macroeconômicas e as tentativas de gerir o setor privado fizeram os investimentos caírem", diz o editorial, acrescentando que a petista "prejudicou" a Petrobrás e a indústria do etanol. 

"O escândalo na Petrobrás destaca que é o PT, e não seus oponentes, como alega Dilma, que não podem ser confiados com o que já foi uma joia nacional", diz a revista. "E o pior é que Dilma, que não tem o toque político de Lula, não mostra sinais de ter aprendido com seus erros."

Para a Economist, as políticas de Aécio beneficiariam os brasileiros pobres, assim como os mais ricos. "Ele promete colocar o País de volta no caminho do crescimento econômico. Seu histórico, assim como o de seu partido, torna isso crível", afirma a revista, argumentando que a maior ameaça aos programas sociais é a má gestão da economia pelo PT. O editorial diz ainda que, "com sorte", o apoio da ex-candidata Marina Silva (PSB) deve ajudar o tucano. "Aécio merece vencer. O Brasil precisa de crescimento e de um governo melhor. Aécio tem mais probabilidade de alcançar isso do que Dilma", finaliza o editorial. 

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