Elektro considera insuficiente reajuste proposto pela Aneel

A Elektro considera insuficiente para manter o seu equilíbrio econômico e financeiro o percentual de reajuste de tarifas proposto ontem pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), dentro do processo de revisão tarifária periódica a que está sendo submetida a distribuidora paulista. A Aneel anunciou proposta de um reajuste total de 28,21%, que, obedecendo à estratégia de evitar um impacto tarifário, seria viabilizado de forma parcelada: a Agência pretende autorizar para este ano um índice de 21,75% e diluir os 6,46 pontos percentuais restantes ao longo dos próximos quatro anos. "Pretendemos nos reunir com os técnicos da Aneel para discutirmos melhor o critério de empresa de referência adotado pela agência para sabermos como chegaram a esse índice", afirma Sérgio Assadi, diretor da Elektro, que não soube dizer qual seria o índice de reajuste considerado ideal para a companhia. Segundo ele, essa definição dependeria de leilões de compra de energia que a empresa realizará em breve. O diretor da Elektro disse que a empresa contestará o índice de reajuste proposto pela Aneel nas duas audiências públicas que serão realizadas pela Agência para debater a proposta. Assadi considera que "é muito cedo para se falar em qualquer recurso", referindo-se à possibilidade de a Elektro impetrar recurso administrativo junto à própria Aneel para contestar o índice da revisão tarifária.

Agencia Estado,

11 Julho 2003 | 18h01

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