Elétricas deverão ajustar balanços, adverte Zimmermann

O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, afirmou nesta terça-feira que todas as empresas que possuem concessões com vencimento entre 2015 e 2017 terão de fazer ajustes em seus balanços, independente de aderirem ou não à proposta do governo para renová-las.

ANNE WARTH E DUARDO RODRIGUES, Agencia Estado

20 de novembro de 2012 | 16h53

Zimmermann afirmou que a Medida Provisória nº 579, que prorroga as concessões do setor elétrico, tem força de lei, de forma que todas as empresas terão de dar baixa na diferença entre o valor contábil e o valor novo de reposição desses ativos. "Se não concordarem com a proposta e esperarem vencer a concessão, terão de provisionar esse valor, e o efeito será igual. Mesmo não aderindo, vão ter que considerar isso em seus balanços", disse, durante audiência pública conjunta da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e da Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado, sobre os apagões de energia ocorridos nos últimos meses em diversas regiões brasileiras.

A explicação foi dada após Zimmermann ser questionado pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) a respeito da queda das ações da Eletrobras ontem, de mais de 15%, a maior do Ibovespa. Nos últimos três pregões, as ações PNB da companhia perderam 28,96% de seu valor.

O secretário-executivo, que é presidente do Conselho de Administração da Eletrobras, não comentou a queda das ações da companhia. Segundo Zimmermann, o orçamento da empresa para este ano era de R$ 8,5 bilhões, dos quais R$ 7,8 bilhões serão realizados. "É algo muito próximo de 88% ou 89%."

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