Eletrobrás acredita em acordo sobre Itaipu

O presidente da Eletrobrás, Cláudio Ávilla, afirmou que está confiante em um acordo em torno da disputa com as distribuidoras sobre o excedente de energia gerado por Itaipu. "Acredito que chegaremos a um ponto em comum", disse Ávilla, referindo-se à ação movida pela estatal para assegurar a propriedade dessa energia, concedida às distribuidoras pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).Atualmente, as distribuidoras têm assegurado por contrato um montante da energia produzida pela maior hidrelétrica do País a um preço de aproximadamente R$ 50 por MWh - abaixo do que pagariam no mercado, onde o custo marginal de expansão chega a mais de R$ 100. Como Itaipu ampliou sua capacidade de geração, o excedente passou a ser disputado pelas distribuidoras - que querem comprá-lo pelo mesmo preço dos contratos iniciais - e pela Eletrobrás, que quer poder vendê-la no mercado por valores mais altos.Nesta semana foi dado um primeiro passo para o acordo, tendo sido definida uma solução sobre o que fazer com o excedente gerado daqui para a frente. De acordo com a medida definida pelo governo, apoiada pela Eletrobrás, essa energia fora dos contratos será comercializada pela estatal no mercado, e a diferença de receita obtida com o maior preço será revertida para os consumidores, no momento em que forem discutidas as revisões de tarifa. "Ainda não sabemos se o benefício ao consumidor será regionalizado", disse o presidente da Eletrobrás.Resta na Justiça a briga pelo excedente já gerado. O ministro de Minas e Energia, José Jorge, chegou a sugerir que a Eletrobrás retirasse sua ação para permitir um avanço nas negociações e na implantação do novo Mercado Atacadista de Energia (MAE), a ser concluída até 1º de março, mas a empresa (que não tem apenas o governo como acionista) oferece algumas resistências. "A Eletrobrás poderá retirar a ação desde que fique configurada como proprietária dessa energia", disse Ávilla.

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