Eletrobrás busca parceiro privado para construir Angra 3

A Eletrobrás busca parceria com a iniciativa privada para financiar o projeto da usina nuclear de Angra 3. Segundo o presidente da estatal, Luiz Pinguelli Rosa, o governo não tem "nenhuma condição financeira" de iniciar as obras, estimadas pelo mercado em US$ 1,8 bilhão. A idéia é criar uma empresa que seja dona da energia gerada pela usina, já que a geração nuclear de energia é monopólio da União, impedindo a participação de companhias privadas no capital de Angra 3. "O reator de Angra 3 seria da Eletronuclear, mas essa empresa espelho teria um contrato específico, de maneira que a energia ficaria a cargo dela", disse. "Com isso, eu poderia ter investimentos que facilitassem compor uma solução financeira para a retomada de Angra 3, que na situação atual é impossível". O projeto de Angra 3, que seria o último a ser executado dentro do programa nuclear brasileiro, prevê a geração de 1,2 mil megawatts (MW). O Brasil já comprou US$ 750 milhões em equipamentos para a usina, que estão estocados há 20 anos no complexo nuclear de Angra dos Reis. Os defensores do projeto argumentam que o investimento já feito torna imprescindível a conclusão da obra. O programa nuclear previa a instalação de oito usinas, mas apenas duas foram concluídas.

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