ED FERREIRA/ESTADÃO
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Eletrobrás deve entrar em leilão de hidrelétricas

Sinalização representa mudança de postura da empresa, que era a de não fazer lances com o objetivo de preservar o caixa

Idiana Tomazelli , O Estado de S.Paulo

21 Outubro 2015 | 02h04

A Eletrobrás pretende participar do leilão de hidrelétricas previsto para o dia 6 de novembro, mas não deve ser a protagonista da disputa, afirmou nesta terça-feira, 20, o presidente da estatal, José da Costa Carvalho Neto. A sinalização representa uma mudança em relação à inclinação inicial da empresa, que era de não efetuar lances para preservar seu caixa.

"Nós não devemos ser um participante, vamos dizer assim, protagonista. Temos algumas propostas para participarmos de algumas sociedades", disse o executivo após participar do XVI Congresso Brasileiro de Energia, no Rio.

"Alguém sempre procura a gente pela experiência de operação e manutenção, pela infraestrutura que temos para operar e fazer manutenção, a expertise que nós temos. Então, pode ser que se encontre equação em que seja boa a participação do Grupo Eletrobrás. Mas nós não vamos ser protagonistas desse certame."

O leilão vai oferecer 29 usinas já em operação que não tiveram seus contratos renovados, incluindo Ilha Solteira e Jupiá, localizadas no Rio Paraná, em São Paulo, e que eram controladas pela Companhia Energética de São Paulo (Cesp). Só as duas podem render bônus de R$ 13,8 bilhões aos cofres da União. No total, o leilão deve gerar R$ 17 bilhões em outorgas, uma cifra importante para aliviar o caixa do governo em um momento de ajuste fiscal.

Segundo Carvalho Neto, o "DNA" da estatal é assegurar expansão da oferta de energia no País com a construção de novas unidades geradoras. Por isso, apesar de o leilão incluir ativos interessantes, a empresa deve atuar como coadjuvante.

A Eletrobrás trabalha também para concluir ainda este ano a venda da Companhia Energética de Goiás (Celg), disse o executivo. Segundo ele, há "muitos interessados" na operação, que é importante para que a estatal melhore seu caixa e é uma das apostas da União para reforçar suas receitas por meio de dividendos pagos pela empresa.

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